Sal: Associação de taxistas descontente com autarquia por incumprimento do protocolo

O presidente da Associação de Táxi, no Sal, Adalberto Silva, voltou esta terça-feira, 22, à carga, reclamando da autarquia a não observância do protocolo assinado, há dois anos, destacando o não cumprimento do valor mensal destinado à renda da respectiva sede.

Adalberto Silva voltou a fazer esta reclamação no período antes da ordem do dia destinado aos munícipes, no decurso deste único dia de trabalhos da sétima sessão ordinária da Assembleia Municipal do Sal.

O responsável recordou que a câmara municipal se comprometeu através deste acordo conceder, de entre outros compromissos, um apoio financeiro no valor de 30 mil escudos para ajudar no pagamento da renda do espaço onde estava a sede, mas por falta de pagamento, o senhorio pediu-lhes o lugar.

“A câmara tinha essa responsabilidade connosco. Mas, desde Dezembro do ano passado, tivemos que entregar o espaço onde foi instalado a sede por atrasos no pagamento da renda, situação que nos traz imensos constrangimentos”, desabafou, exigindo “um pouco de respeito” para a classe de taxistas e proprietários.

Lembrando que no Sal há perto de 300 táxis, Adalberto Silva, fazendo as contas, diz que o grupo paga, por ano, mais de 900 contos em licenciamento, mais de 500 contos em imposto de circulação, cerca de oito mil contos em Imposto Único sobre Rendimento (IUR), além de mais 6 mil contos resultantes do pagamento da taxa de combustível, a razão de nove mil escudos por litro, a cada vez que se abastece.

“Os proprietários ajudam a câmara municipal, ajudam no desenvolvimento do município. Por isso, estamos descontentes com essa atitude da câmara”, exteriorizou.

Sem delongas, reagindo a esse desabafo, o presidente Júlio Lopes assegurou que a câmara vai continuar a assumir o compromisso do pagamento da renda da sede da Associação de Taxistas e todos os outros apoios que estão incluídos no protocolo.

“Os taxistas são importantes para essa nova imagem que o Governo e a câmara querem para o turismo. Não vamos agora estragar por causa da renda de uma casa. E vamos continuar a dar todos os outros apoios que estão incluídos no protocolo”, asseverou o autarca.

Inforpress

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