Santiago: Agricultores em formação sobre técnicas de fertilização e de controlo de doenças e pragas em culturas agrícolas

Um grupo de agricultores da ilha de Santiago termina esta quarta-feira, 17, uma formação sobre técnicas de fertilização e de controlo de doenças e pragas em culturas agrícolas, uma iniciativa da FAO e do Ministério da Agricultura e Ambiente.

A acção formativa, que decorre desde segunda-feira, 15, nas instalações do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA), em São Jorge, no município de São Lourenço dos Órgãos (Santiago), é realizada no âmbito do projecto “assistência técnica no âmbito do programa de cooperação Sul-Sul (CSS) FAO-China em apoio aos sistemas de produção agrícola para aumentar a segurança alimentar e nutricional na República de Cabo Verde”.

O referido projecto tem a duração de três anos e será implementado nas ilhas de Santo Antão e Santiago beneficiando, directamente, 4.500 agricultores, incluindo homens e mulheres, 100 investigadores e estudantes, criadores e técnicos, sendo os indirectos consumidores, instituições públicas e privadas e comunidades que, indirectamente, beneficiarão de capacidades locais reforçadas.

A formação, ministrada por dois especialistas chineses em gestão de solos, fertilizantes e água, controlo integrado de doenças e pragas do milho, segundo o técnico do INIDA Gilberto Silva, é uma adopção de técnicas eficazes de controlo ecológico e a implementação de um trabalho de controlo sistémico da lagarta-do-cartucho do milho.

Zeng Yanrua, um dos dois formadores, notou que se trata de um projecto abrangente que tem como objectivo partilhar, com Cabo Verde, técnicas eficazes de produção.

“São técnicas que queremos partilhar com os camponeses cabo-verdianos, que incluem o conhecimento do solo, saber como produzir em determinado tipo de terreno, além disso esta formação visa capacitar os agricultores para aumentar as suas produções em qualidade e quantidade”, acrescentou.

“É fundamental cuidar da nutrição do solo, porque cultivar apenas um tipo de cultura não é adequado para rentabilizar as produções. E o controle de pragas na agricultura deve ser feito sempre com base em trabalho técnico realizado por profissionais habilitados”, reforçou o também consultor da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Inforpress

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest