Santo Antão: Sindicato denuncia “situação caótica e crítica” de trabalhadores da empresa Spencer Construções e Imobiliária 

O secretário permanente do Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão (SLTSA), Carlos Bartolomeu, denunciou hoje, na Ribeira Grande, Santo Antão, a situação dos trabalhadores da empresa Spencer Construções e Imobiliária que classificou de “caótica e crítica”.

Precariedade do vínculo laboral, salários atrasados, insuficiência de recursos humanos e falta de regulamentação carreira técnica dos profissionais são “alguns dos constrangimentos” elencados pelo sindicalista e pelos quais os trabalhadores veem passado “há vários anos”.

Carlos Bartolomeu, que falava aos jornalistas em conferencia de imprensa, denunciou ainda o “descaso” da empresa diante de vários pedidos de encontros por parte do SLTSA, “já há alguns anos sem nenhuma resposta prática”.

“Todos os trabalhadores da Spencer Construções e Imobiliária (SCI) estão sem cobertura do INPS, desde Outubro de 2023 e o último salário é de Novembro do mesmo ano. Entretanto, os técnicos da Inspecção-geral do Trabalho (IGT) estiveram na empresa no âmbito de mais uma inspeção e não detetaram essa situação. Muito estranho, caricato e preocupante”, indagou o sindicalista.

Segundo a mesma fonte, os trabalhadores da SCI já estão “desgastados” diante da situação laboral que os tem “prejudicado em muitas situações”, com créditos bancários por pagar, de entre outras responsabilidades sócio familiares.

“Perante esta situação que é gravíssima, os trabalhadores muitas vezes ao tentarem créditos nos bancos comerciais, são lhe perguntados onde trabalham e ao responderem que é na SCI, ficam logo condicionados em termos de decisão positiva do mesmo”, salientou secretário permanente do SLTSA.

Neste sentido, Carlos Bartolomeu garantiu que o sindicato “não vai permitir” que a situação se arraste por mais tempo, pois, segundo a mesma fonte, estão perante “um descaso do Governo” para com esses profissionais, visto que a empresa alegou que o poder central e local são donos das obras que a SCI tem executado e ficam à espera da transferência dos respetivos valores orçamentais, que demoram.

Carlos Bartolomeu exortou essas instâncias para “cumprirem” com a sua parte, e, assim, minimizarem os “problemas negativos”, já que esta pratica tem prejudicado os trabalhadores da empresa.

Inforpress

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