São Vicente: Agrosoluções quer produzir 500 toneladas de hortícolas e frutas por ano a partir de meados de 2024

A empresa Agrosoluções prevê produzir 500 toneladas de frutos e hortícolas, por ano, em estufas de alta tecnologia, regadas com água dessalinizada com recurso à energia renovável para abastecer a ilha, a partir de meados de 2024.

Esta Informação foi avançada, hoje, à imprensa pelo responsável da empresa, Adilson Melício, após assinar um protocolo com o embaixador dos Estados Unidos da América em Cabo Verde, Jeff Daigle, que permitirá o financiamento de cerca de 30 mil contos ao projecto, cujo o orçamento global é 100 mil contos.

“Este projecto é para a produção de hortícolas como tomate, pimentão, melão e melancias em estufas de alta tecnologia, regadas com água dessalinizada com recurso a energia renovável”, explicou o engenheiro agrónomo.

Segundo o responsável, a perspectiva é criar 41 empregos, dos quais 60 por cento (%) será mão de obra feminina dos 19 aos 29 anos.

“É uma política do financiador e que achamos que é bom”, projectou a mesma fonte, que prevê ainda a instalação de uma dessalinizadora com capacidade de cinco metros cúbicos, por hora, e daqui a três meses atingir quase 200 metros cúbicos de água.

Segundo Adilson Melício, a projecção é ter, a partir de meados de 2024, cerca de 500 toneladas de produtos por ano para abastecer o mercado de São Vicente.

“O mercado de São Vicente é extremamente grande, mas, com o centro pós-colheita que vamos construir, vamos fazer tudo o que possamos para escoar os nossos produtos para as outras ilhas”, adiantou, lembrando que São Vicente está em quarentena pelo que isso será feito em concertação com o Ministério do Ambiente.

Conforme o embaixador dos Estados Unidos, este financiamento à Agrosoluções faz parte do pacote disponibilizado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), orçado em dois milhões e trezentos mil dólares, para mitigar os impactos da pandemia da covid-19 no sector privado em Cabo Verde e apoiar a recuperação económica.

O projecto será desenvolvido na zona de Ribeira de Vinhas, em São Vicente.

Inforpress

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