São Vicente: Mobilidade elétrica chega à pesca artesanal com experiência em bote movido a motor elétrico

O presidente da Associação dos Pescadores de Salamansa considerou hoje que se o projeto-piloto de implementação do sistema de motor elétrico na pesca artesanal resultar tal significará uma “mais-valia” para pescadores de Salamansa e de Cabo Verde.

Auxílio Matias falava à Inforpress no arrastadouro da Baía das Gatas, em São Vicente, minutos antes do teste de mar de um bote equipado com um motor elétrico e suas respetivas baterias, no que pode ser considerado a chegada da mobilidade elétrica na pesca artesanal, em caso de resultado positivo da fase de teste.

Por isso, a Associação dos Pescadores de Salamansa vê o projeto com “bons olhos”, sobretudo no momento em que os combustíveis “estão a aumentar de preço todos os dias”.

O objetivo do projeto é diminuir o custo para os pescadores com os combustíveis e aumentar o seu rendimento no dia-a-dia, e se o mesmo resultar e for concretizado será “uma mais-valia” para a classe, pois “gasta-se apenas a energia solar”, ainda segundo o líder associativo.

Por seu lado, o coordenador nacional Programa das Pequenas Subvenções do Fundo Mundial para o Ambiente (GEF SGP), Ricardo Monteiro, referiu que o projeto surgiu em 2021 com a intenção de constatar a viabilidade de um projeto de mobilidade elétrica na pesca artesanal, num investimento de cerca de 3.8 milhões de escudos.

O projeto, que tem o Ministério da Agricultura e Ambiente como parceiro, é classificado como “excelente” pelo coordenador do GEF SGP, já que, “pela primeira”, se está a demonstrar a eficiência da mobilidade elétrica na pesca artesanal.

A ideia, reforçou, é diminuir o impacto do uso de combustíveis e dar aos pescadores a possibilidade de usar dois ou três tipos de força de mobilidade no mar, ou seja, o motor elétrico, a vela e o motor movido a combustíveis fósseis.

Questionado por se tratar de motor elétrico num ambiente marinho, ainda por cima botes de boca aberta, se não se põe o problema de segurança dos pescadores, Ricardo Monteiro disse que esta preocupação foi um dos fatores de risco identificados.

“Portanto, para as baterias têm que criar uma caixa de contenção ou invólucro hermético para evitar que a mesma tenha contacto com a água”, recomendou.

O kit é constituído por motor, baterias e módulo de carregamento por energias renováveis para evitar onerar o custo de eletricidade nos pescadores.

Inforpress

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