SISCAP pede resolução “urgente” no enquadramento e reajuste salarial dos condutores da CMP

O Sindicato da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP) denunciou hoje a “lentidão” no cumprimento do acordo estabelecido com a Câmara Municipal da Praia (CMP) e pediu uma resolução “urgente” no enquadramento e reajuste salarial dos condutores.

Em conferência de imprensa hoje, na Cidade da Praia, o vice-presidente do SISCAP Francisco Furtado, em representação de um grupo de 16 condutores da Câmara Municipal da Praia (CMP) repudiou o incumprimento do acordo estabelecido com a autarquia e exige providências para que sejam cumpridas as leis laborais cabo-verdianas.

“Na reunião realizada no transacto dia 07 de Outubro de 2021, entre o director dos recursos humanos da CMP e o SISCAP, ficou acordado que até Janeiro de 2022, estariam satisfeitas as justas reivindicações para as quais os condutores vêm aguardando, ansiosamente”, referi-o.

Segundo o sindicalista, é da responsabilidade do presidente da CMP intervir na resolução “urgente” do problema e tomar providências necessárias para o reajuste da grelha salarial nos termos do código laboral, onde o salário dos condutores deveria passar de 19.395 escudos para 26.525 como condutor auto de ligeiro.

“Reivindicamos o enquadramento dos condutores auto de ligeiros nos termos do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) de 2013, na categoria de 2B, nível III do referido PCCS, com efeitos retroactivos, tendo em vista esses profissionais se encontrarem enquadrados na referência 2B no nível I, o que corresponde a categoria do telefonista”, explicou.

O sindicalista avançou ainda que, considerando o incumprimento laboral, se até o dia 30 de Abril do ano em curso, o problema não for resolvido, os condutores vão reunir-se para definir outras formas de luta.

Considera ainda que há um “claro desrespeito” pela classe, tendo como consequência a perda do poder de compra dos trabalhadores, pelo que, se não forem resolvidas as reivindicações, disse que cogitam “atitudes mais abrangentes” para que seja cumprido o acordo estabelecido.

Por sua vez, o delegado sindical e condutor, Paulo Mendes, explicou que continuam a exercer as suas funções de condutor da CMP normalmente, e que até ao momento não foi feito nenhum reajuste salarial e nem o enquadramento reivindicado.

Inforpress

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