Trabalhadores do Arquivo Histórico suspendem greves de dois dias

Os trabalhadores do Instituto do Arquivo Nacional de Cabo Verde (Arquivo Histórico – IANCV)) decidiram suspender a greve inicialmente agendada para segunda e terça-feira “na sequência de um encontro promovido pelo vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças”, Olavo Correia.

Em comunicado de imprensa enviado à Inforpress, o Sindicato da Indústria e Serviços Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP), comunica que este entendimento contou ainda com a presença do secretário de Estado das Finanças, da diretora nacional do Orçamento e da Contabilidade Pública e do presidente do Arquivo Nacional de Cabo Verde.

Para o SISCAP, os trabalhadores do IANCV, acordaram e aceitaram em sede da reunião que a portaria que aprovará o PCCS será publicada até 15 de Agosto próximo e que o PCCS será implementado, efetivamente e impreterivelmente, a 1 de Janeiro de 2023, com a garantia que o OE para 2023 estará em condições de suportar os impactos.

O pré-aviso de greve, refere a mensagem sindical, tinha sido endereçado à DGT no passado dia 15 de Julho e a reunião de conciliação com a presidência do Instituto foi agendada para o dia 22 de Julho, sexta-feira passada.

“A reunião de conciliação foi inconclusiva, pelo que uma eventual suspensão da greve só poderia acontecer, caso houvesse na reunião solicitada pela S.E o vice-primeiro- ministro e ministro das Finanças no dia anterior à reunião de conciliação na DGT, um desenvolvimento favorável para os trabalhadores deste Instituto”, realçou a nota.

A luta sindical e laboral dos trabalhadores do Instituto do Arquivo Nacional de Cabo Verde, segundo a fonte, “tem que ver com a exigência da aprovação, publicação e implementação dos novos instrumentos de gestão dos recursos humanos (PCCS), tendo em conta que o Orçamento de Estado para o ano de 2021, já estava preparado para suportar o impacto financeiro da implementação do PCCS”.

“Infelizmente, assim como aconteceu com outras instituições, o valor para a implementação do PCCS desses trabalhadores foi utilizado para fazer face às consequências da pandemia da covid-19 e ficou o compromisso de o instrumento ser implementado em 2022”, especifica o documento assinado por Eliseu Tavares.

O “PCCS ficou bloqueado no Ministério das Finanças, pelo que, depois de quatro meses sem resposta, os trabalhadores suportados pelo SISCAP tinham resolvido partir para uma greve de dois dias.

Inforpress

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