Eleitos municipais do PAICV alertam para “desânimo generalizado” da população

Os eleitos municipais do Partido Africana da Independência de Cabo Verde (PAICV) no município do Porto Novo, em Santo Antão, alertaram hoje para o “desânimo generalizado” dos porto-novenses “que se sentem abandonados” pelo poder local.

O alerta partiu do líder do grupo político do PAICV na Assembleia Municipal do Porto Novo, Osvaldo Fortes, no final de uma visita de uma semana às populações, durante a qual, avançou, os eleitos municipais constaram “que há um desânimo generalizado” no seio das pessoas “uma vez que sentem abandonados por parte da edilidade porto-novense”.

“A falta de emprego é a expressão que mais se houve em todos os cantos do concelho sem exceção, sobretudo, na camada jovem e mulheres chefes de família”, sublinhou Osvaldo Fortes, adiantando que “com o aumento generalizado dos preços dos géneros alimentícios e dos combustíveis o poder de compra das pessoas diminuiu drasticamente”.

Isso, a seu ver, faz com que “muitas famílias” tenham dificuldades em “levar a panela ao lume todos os dias”, estando “muitas vezes sujeitas à solidariedade de vizinhos para o conseguirem”.

Este responsável disse à Inforpress que “das poucas frentes de trabalho abertas, poucas são as famílias que são empregadas e quando acontece, são sempre as mesmas a beneficiarem”.

O líder do grupo político do PAICV disse ter verificado, durante a visita, que “há famílias que estão integradas no Cadastro Social de Único (CSU) no grupo um (as mais vulneráveis) e que nunca foram contempladas com qualquer tipo de apoio, enquanto outras famílias do grupo dois e, inclusivamente, até do grupo três, têm beneficiados do rendimento social de inclusão”.

“O abastecimento de água às localidades do interior do concelho é bastante precário e de pouca qualidade, tanto é que que as pessoas preferem percorrer grandes distâncias para se abastecerem da água das nascentes para beber”, avisou ainda o líder da bancada do PAICV.

Nas zonas altas da cidade do Porto Novo, o abastecimento de água é feito por um autotanque que não consegue dar cobertura a tempo à população, declarou ainda Osvaldo Fortes, que se referiu, ainda, à habitação, alertando que “muitas famílias estão em situação de risco devido ao estado avançado de degradação das suas casas”.

“Tendo em conta as dificuldades por que passam as populações, o grupo apela à câmara municipal que esteja mais perto das comunidades, pois, mostrar solidariedade e socorrer os mais carenciados, aqueles que estão em risco de insegurança alimentar é uma obrigação dos poderes local e central”, concluiu.

Inforpress

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