Embaixadora de Cabo Verde na China termina comissão de serviço no final do ano

Embaixadora de Cabo Verde na China termina comissão de serviço no final do ano

O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, deu hoje por finda a comissão de serviço de Tânia Romualdo como embaixadora do país na China, com efeitos a partir de 30 de dezembro de 2021.

De acordo com um decreto presidencial publicado hoje e que entrou imediatamente em vigor, “é dada por finda, sob proposta do Governo”, a comissão de serviço da diplomata como embaixadora de Cabo Verde na China, cargo para o qual tinha sido nomeada em 2015.

Entretanto, tomou posse hoje na Praia, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, Belarmino Monteiro Silva, inspetor diplomático e consular, como primeiro embaixador residente na Nigéria. De acordo com um outro decreto presidencial, de 06 de outubro, essa nomeação pelo chefe de Estado foi feita sob proposta do Governo, para Belarmino Monteiro Silva exercer, em comissão de serviço, o cargo de embaixador extraordinário e plenipotenciário de Cabo Verde na República da Nigéria, com residência na capital, Abuja.

Belarmino Monteiro Silva, então com o posto de conselheiro de Embaixada de nível III, foi nomeado pelo Governo, em outubro de 2018, em comissão de serviço inspetor diplomático e consular.

O Governo cabo-verdiano oficializou em janeiro deste ano a criação de uma Embaixada na Nigéria, justificada com a importância daquele país e para ser “mais interventivo” nas decisões da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que Cabo Verde integra desde 1976.

A criação daquela embaixada foi oficializada pelo decreto-lei 6/2021, de 15 de janeiro, promulgado pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, no qual o Governo cabo-verdiano justifica a medida com a “necessidade de se garantir uma melhor cobertura diplomática na sub-região oeste africana” e assim “assegurar uma mais eficaz proteção dos interesses nacionais”.

Destaca ainda que a República Federal da Nigéria é “estratégica para qualquer país da África ocidental”, face “ao seu peso político e económico” na sub-região e por ser o Estado-sede da CEDEAO.

Nesse sentido, torna-se “indispensável uma presença permanente e ao mais alto nível de Cabo Verde”, para “incrementar relações bilaterais entre os dois países e acompanhar sistemática e ativamente a evolução do processo de integração regional, assegurando melhor inserção do país na sub-região”, lê-se ainda.

Além disso, o Governo de Ulisses Correia e Silva também afirmava estar “ciente de que o país deve ser mais interventivo no processo de formação das decisões da CEDEAO”.

A CEDEAO é composta por 15 países situados na região da África ocidental – Cabo Verde, enquanto arquipélago, é o único sem fronteira terrestre com os restantes – e que partilham simultaneamente laços culturais e geopolíticos, mas também interesses económicos comuns.

Além de Cabo Verde, integram a CEDEAO o Benim, Burquina Faso, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné-Conacri, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.

Antes da criação formal da embaixada, o antigo presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina, ilha de Santiago, Francisco Tavares, foi nomeado embaixador de Cabo Verde na Nigéria (não residente) em julho de 2020, mas o nome foi criticado no país por ser um “embaixador político”.

O Governo anunciou em janeiro a sua substituição, justificada com a mudança de estratégia política para a integração do país na CEDEAO e na Zona de Comércio Livre Africana já em vigor. Outra razão que o Governo alegou para fazer esse reajuste tem a ver com a necessidade de “defender melhor” a condição de Cabo Verde ser um pequeno país arquipelágico, insular e com um mercado muito reduzido.

 

Lusa

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