ERIS defende que crianças menores de cinco anos devem ter acesso a alimentos protegidos

A Entidade Reguladora Independente da Saúde (ERIS) defendeu hoje que as crianças devem ter acesso a alimentos protegidos, avançando que no final deste mês vão apresentar o resultado do diagnóstico do sistema nacional de controlo de alimentos.

A administradora-executiva, responsável pelo pelouro da Regulação Alimentar da ERIS, Patrícia Miranda Alfama, falava em entrevista à Inforpress no âmbito do Dia Mundial da Segurança Sanitária dos Alimentos, assinalado este ano sob o lema “Segurança sanitária dos alimentos: preparar para o inesperado”.

O projeto, explicou, foi financiado pelas Nações Unidas através da Organização Mundial da Saúde (OMS), no âmbito qual foi feito um diagnóstico do sistema nacional de controlo de alimentos, indicando as necessidades do País e os aspetos a melhorar.

Segundo Patrícia Alfama, fazem parte do sistema de controlo várias autoridades como a ERIS enquanto entidade reguladora, agricultura e as pescas responsáveis pela produção primária dos alimentos, a Inspeção-Geral das Atividades Económicas (IGAE) pelas inspeções dos produtos, os operadores económicos e as universidades.

Relativamente à inspeção dos produtos no mercado até há cerca de um mês era da responsabilidade, sobretudo, da instituição, entretanto, avançou, esta competência foi transferida para o IGAE, fazendo a ERIS responsável apenas pela avaliação de risco, informações consideradas importantes para a realização das inspeções.

De acordo com a administradora, foi realizado um conjunto de inspeções com base na legislação nacional que determinaram os requisitos técnicos e sanitários para a colocação dos produtos no mercado, sublinhando que encontram inconformidades ligadas à questão de higiene, manipulação de alimentos e prevenção de pragas.

Hoje, disse, o objetivo da data é chamar a atenção dos operadores económicos, Governos e da população para a importância da segurança sanitária dos alimentos, inspirando assim acções voltadas para a prevenção, detenção e gestão dos riscos alimentares.

“Considerando que para contribuir para a segurança dos alimentos e a saúde humana em todo mundo, e considerando que a cadeia global no mercado se torna cada vez mais complexa, a Eris irá difundir um spot audiovisual e informativo com o intuito de responder ao chamado das Nações Unidas e despertar a população”, informou.

Segundo os dados da ONU, cerca de 420 mil vidas são perdidas todos os anos após o consumo de alimentos contaminados, sendo 125 mil crianças menores de cinco anos, o que corresponde a 40% do total dos casos anuais de infeções transmitidas por alimentos.

Em termos cumulativos, o mundo regista cerca de 600 milhões de casos de doenças transmitidas por alimentos anualmente e estima-se que mais de 200 enfermidades sejam originadas por alimentos inseguros contendo bactérias, vírus, parasitas ou substâncias químicas prejudiciais.

Patrícia Alfama ressaltou que as atividades associadas ao Dia Mundial da Segurança Sanitária dos Alimentos reforçam a importância da consciência das pessoas sobre questões de segurança alimentar e como prevenir doenças, abordando a colaboração de vários sectores.

O Dia Mundial da Segurança Sanitária dos Alimentos foi instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2018, com o objectivo de chamar a atenção e inspirar ações para ajudar a prevenir, identificar e gerir riscos transmitidos por alimentos, contribuindo para a segurança sanitária dos alimentos, a saúde humana, a prosperidade económica, a agricultura, o acesso ao mercado, o turismo e o desenvolvimento sustentável.

Inforpress

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