Estudo recomenda diversificação fontes para angariação de recursos económicas das associações

 O desenho de uma estratégia de atuação por parte do tecido associativo cabo-verdiano em Portugal deve passar pela diversificação das fontes para angariação de recursos financeiros/sustentabilidade económica das mesmas, recomenda um estudo.

Segundo os coordenadores do estudo “Associativismo cabo-verdiano em Portugal: dinâmicas do presente e perspetiva para o futuro”, Jorge Malheiros e Ana Paula Horta, as recomendações deixadas devem ser assumidas como pistas para a construção de uma estratégia de intervenção.

“Diversificar as fontes para angariação de recursos financeiros, sustentabilidade económica, não só tirando partido das oportunidades institucionais existentes ligadas a ofertas públicas, mas também procurando novos apoios e novos formatos de fundos”, apontaram, indicando que esses novos apoios podiam ser, por exemplo, nas fundações e no sector empresarias.

O reforço do compromisso com os associados, intensificando o diálogo com estes, com destaque para os jovens (imigrantes e descendentes), no sentido de melhorar respostas existentes e de intensificar o processo de renovação de dirigentes, foi outra recomendação deixada.

Com o mesmo objetivo, o estudo propõe o trabalho das necessidades das organizações mais frágeis do movimento associativo, no sentido de assegurar a sua sustentabilidade, assim como “reformular e intensificar” o quadro de relações com o sector empresarial e fundacional, em Portugal, em Cabo Verde, nos principais territórios da diáspora e no resto do mundo.

“Intensificar as parcerias estratégicas, quer internas, quer externas (nacionais e no estrangeiro), no sentido de ganhar massa crítica, de reforçar a capacidade de obter e concretizar projetos e de realizar melhores atividades”, sugere também o estudo.

A mesa fonte propõe, ainda, renovar as relações com as instituições públicas, apostando numa cultura de confiança e de coprodução de conhecimento e de atividades que emerja de uma “efetiva reafirmação” do movimento associativo imigrante, enquanto estrutura essencial das respostas sociais às necessidades das populações imigrantes e dos seus descendentes.

O estudo “Associativismo cabo-verdiano em Portugal: dinâmicas do presente e perspetiva para o futuro” teve o acompanhamento da Federação das Organizações Cabo-verdianas (FOCV) em Portugal, presidida por Felismina Mendes.

Inforpress/

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