Fogo: Director do hospital é o primeiro a receber a vacina contra a covid-19

O número de vítimas mortais do acidente de viação ocorrido esta quinta-feira, 18, na localidade de Achada Furna, aumentou para cinco, com o falecimento, na madrugada de hoje, da mulher que se encontrava em coma.

A informação foi confirmada esta manhã pelo director do hospital regional, São Francisco de Assis, Evandro Monteiro, salientando que a mesma tinha traumatismo crânio-encefálico e fractura cerebral e desde que deu entrada no serviço de urgência estava em coma e numa situação de instabilidade.

O mesmo avançou à Inforpress, que os profissionais de saúde das estruturas da ilha do Fogo e que estão na linha da frente são vacinados hoje, sexta-feira, e na próxima segunda-feira, 22, com a primeira dose da vacina Pfizer, sendo que a campanha estava prevista para arrancar às 08:30.

As vacinas, em quantidade suficiente para vacinar todos os profissionais da Região Sanitária Fogo/Brava chegaram na quinta-feira ás ilhas e tudo está preparado e programado, estado as vacinas armazenadas nas instalações do hospital, tendo a parte destinada à ilha Brava transportada no navio da guarda-costeira no mesmo dia.

Segundo o plano de vacinação a ser implementado, hoje será vacinada uma parte dos profissionais das estruturas da ilha e a outra parte receberá a primeira dose na próxima segunda-feira, também nas instalações do hospital regional.


Tendo em conta as exigências da sua conservação e questionado sobre as condições locais, Evandro Monteiro disse que depois de retirado da temperatura de menos 70 graus, que é a temperatura de conservação, as vacinas podem ficar dias e semana a uma temperatura até zero grau ou mesmo a uma temperatura positiva.


“Temos as condições locais criadas para tal e os equipamentos novos que chegaram, faz automaticamente o controlo da temperatura e as vacinas estão armazenadas no hospital e com garantia”, disse Evandro Monteiro, sublinhando que as situações foram equacionadas para evitar cortes ou baixa intensidade de energias e outras situações que eventualmente pode condicionar uma adequada conservação da vacina.


Este lembrou que o hospital tem dois geradores automáticos e outras formas de produção de energia, nomeadamente renovável e, por isso, existe garantia de controlo de qualidade.

A quantidade que chegou é apenas para a primeira dose já que a segunda será administrada dentro de um mês, sensivelmente, e tendo em conta que as mesmas não podem ficar fora do congelador com temperatura com menos 70 graus, por mais de uma semana, as vacinas para a segunda dose chegarão mais tarde, na altura da sua aplicação.


O director do hospital, que é também director da Região Sanitária, indicou que numa segunda fase, a vacinação será alargada para outros grupos-alvos, como policiais, bombeiros, professores, pessoas com alguma comorbidade, nomeadamente hipertensão arterial, diabéticos, pessoas com mais de 65 anos, profissionais turísticos, como guias e funcionários das agências de viagens serão priorizados.

A vacinação dos profissionais das estruturas da saúde da ilha acontece no único ponto, hospital regional, mas na segunda fase poderá ser ministrada em cada estrutura de saúde, sobretudo nas delegacias e centros de saúde, mas também num ou outro ponto definido para dinamizar e fazer de forma célere todo o processo de vacinação.


Para a fase posterior, apesar de existir planos, Evandro Monteiro acredita que haverá adaptações a serem feitas e submetido a uma discussão ampla, quer a nível central, como das estruturas locais para criar plano interno para que rapidamente se cumpra o plano de vacinação.

Inforpress-Fim

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