Fogo: Ilha é um nicho importante para o mercado académico, diz Carlos Delgado

 O reitor da Universidade Lusófona de Cabo Verde, Carlos delgado, considerou hoje, em São Filipe, que a ilha do Fogo é um “importante nicho para o mercado académico”.

“O Fogo é uma grande ilha, tem um potencial jovem importante, pessoas empreendedoras e que gostam de estudar e qualquer gestor académico tem um olhar especial para esta ilha”, disse Carlos Delgado momento depois de assinar o protocolo de cooperação com a Câmara Municipal de São Filipe.

Carlos Delgado disse que a sua universidade aposta em trazer o ensino superior para a ilha do Fogo, sendo que o primeiro passo é a assinatura de protocolos com as Câmaras Municipais de São Filipe, de Santa Catarina do Fogo e de Mosteiros com o propósito de apresentar as ofertas formativas e ter a presença dos jovens e funcionários públicos da ilha a estudarem nos polos da Lusófona de Cabo Verde, da Praia e do Mindelo.

“Queremos contribuir para que esta ilha, no futuro, possa ter no mercado pessoas formadas pela Universidade Lusófona, que é uma das melhores instituições de ensino superior de Cabo Verde”, disse o reitor.

Esta instituição de ensino superior dispõe de uma oferta formativa específica e que está a ser divulgada junto dos municípios, indicando que há dois cursos que considerou “importantes” para Cabo Verde, sendo um deles relacionado com a gestão da Saúde.

Carlos Delgado avançou que é uma área com algumas dificuldades e com poucas pessoas formadas e a sua instituição quer, com esta oferta formativa, formar gestores para responder a demanda do mercado para daqui a quatro anos, o Sistema Nacional da Saúde possa contar com quadros formados na área de gestão de Saúde.

“Estamos em condições de arrancar com este curso para os funcionários do Ministério da Saúde, que estão a trabalhar e que não tem a licenciatura, e para todos os jovens que se queiram formar neste ramo profissional que terá maior empregabilidade no futuro em Cabo Verde”, disse Carlos Delgado, apontando que outra oferta formativa tem a ver com a área de gestão de segurança.

Carlos Delgado disse que a sua instituição não teme a concorrência, porque, explicou, “há espaços para todos” e cada um deve fazer a sua parte, sublinhando que quanto mais ofertas formativas existirem melhor as pessoas terão alternativas e oportunidades de escolha.

“Hoje é importante ter várias ofertas para as pessoas escolherem o melhor, o mais económico e aquilo que mais empregabilidade tem e a Universidade Lusófona de Cabo Verde tem as melhores ofertas formativas”, sintetizou o reitor.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de São Filipe, Nuías Silva, disse que o protocolo assinado com a Universidade Lusófona vem na linha daquilo que são as prioridades que a sua equipa definiu para a governação e que tem a ver com a capacitação dos recursos humanos.

“Só é possível desenvolver São Filipe e a ilha do Fogo se tivermos uma base intelectual capacitada, com jovens empreendedores, mas capacitados, formados para poderem assumir a liderança do desenvolvimento da autarquia e da ilha no seu todo”, reiterou Nuías Silva, sublinhando que o protocolo está alinhado com este grande objetivo.

Segundo o mesmo, todos os alunos que ingressarem a Universidade Lusófona, via câmaras municipais passam a auferir descontos automáticos que lhes permitem minimizar os custos de acesso ao ensino superior e ter prestações mais suaves, acrescentando que o protocolo é importante para a própria câmara municipal no processo de capacitação dos seus quadros.

Nuías Silva indicou que a câmara municipal que dirige já criou mecanismos de apoio aos funcionários para melhorarem a sua formação académica, nomeadamente a nível de licenciatura, pós-graduação e mestrado em que a câmara cobre cerca de 70 por cento (%) dos custos para os funcionários.

Outra vantagem é o facto de a universidade utilizar o sistema tecnológico e os funcionários da câmara e de qualquer outro serviço no município e na ilha podem assistir às aulas aqui na ilha e com descontos para fazer a formação sem ter de sair da ilha e continuar a desenvolver as suas atividades profissionais.

“O fluxo migratório entre as ilhas, só para o ensino superior, é considerável e descapitaliza o município em termos de quadros”, referiu Nuías Silva, um problema que pode ser ultrapassado com o protocolo que a Universidade Lusófona celebrou com as câmaras municipais da ilha.

Inforpress

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