Gasoduto Tanzânia-Zâmbia diminuirá custos e vai beneficiar região

Gasoduto Tanzânia-Zâmbia vai fornecer até 6,5 milhões de litros de combustível. Obra vai aumentar a segurança nos dois países, diminuir acidentes na região e pretende beneficiar toda a população.

Nas movimentadas estradas da Zâmbia circulam diariamente centenas de carros que têm em comum a utilização de combustível que é importado.

O fornecimento de combustível em várias partes do país é demorado e dispendioso. Mas em províncias como Muchinga e Luapula, a situação está prestes a mudar.

Gasoduto diminuirá custos

Está em curso a construção de um gasoduto que irá ligar o norte da Zâmbia ao principal gasoduto da vizinha Tanzânia.

O gasoduto Tanzânia-Zâmbia Mafuta (TAZAMA) fornecerá 6,5 milhões de litros de combustível ao novo depósito na cidade de Mpika, província de Muchinga.

“Com esta construção todo o combustível necessário para ser entregue à província do Norte, província de Muchinga, e Luapula, será recolhido aqui”, explicou o diretor-geral, Davison Thawete.

O especialista em energia Johnstone Chikwanda acolhe de braços abertos a nova instalação, uma vez que considera que irá reduzir o custo do transporte do combustível.

“Vai ajudar, porque significa que vai reduzir o tempo gasto no transporte do combustível para a província de Muchinga”, acrescentando que “poderá alimentar também outras províncias adjacentes”.

O presidente do conselho de administração da entidade reguladora da energia da Zâmbia, Reynolds Bowa, enumera os beneficios do novo gasoduto.

“Em vez de percorrer todo o país com camiões, o combustível será distribuído por gasodutos. Pouparemos dinheiro, desgaste nas estradas e o preço do produto será mais barato”, afirmou.

Janela de oportunidade à exportação

O modelo poderá servir de base para a construção de gasodutos em todo o país para minimizar o transporte de combustível por estrada, o que também resolveria algumas questões de segurança, indica ainda o especialista em energia, Chikwanda.

“Como sabem, temos muitos congestionamentos nas nossas estradas e estes camiões-cisterna têm explodido, os acidentes têm sido muitos e, por isso, o transporte de combustível por gasoduto é uma prática encorajada a nível mundial, é mais barato e mais seguro”.

Segundo o Governo, o gasoduto abrirá portas à exportação de combustível para as cidades mais ricas em minerais do Congo, bem como para o Ruanda e o Burundi, entre outros destinos no continente.

O projeto, que arrancou no mês passado, deverá estar concluído em novembro deste ano e custou ao governo zambiano 1,5 milhões de dólares (141 milhões de euros).

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