Germano Almeida mandatário da candidatura de José Maria Neves a PR de Cabo Verde

O antigo primeiro-ministro cabo-verdiano José Maria Neves anunciou hoje que o advogado e escritor Germano Almeida será o mandatário nacional da sua candidatura a Presidente da República de Cabo Verde nas eleições presidenciais de 17 de outubro.

Numa mensagem divulgada hoje na sua conta oficial na rede social Facebook, José Maria Neves anunciou a escolha do prémio Camões de 2018 para seu mandatário e disse que a campanha eleitoral, que “se quer cívica, pedagógica e cidadã, aberta a todas as sensibilidades políticas e sociais”, já “está na estrada”.


“Quero ser um Presidente que une e cuida e seja fator de equilíbrio e de estabilidade”, afirmou José Maria Neves, 61 anos, que apresentou publicamente a sua candidatura em 19 de março.


Nessa altura, o ex-primeiro-ministro cabo-verdiano (de 2001 a 2016) e ex-presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) prometeu unir o país se for eleito Presidente da República em outubro, assumindo como prioridade a reconstrução de Cabo Verde no período pós-pandemia.


“Estou aqui para dizer-vos que sou candidato a Presidente da República de Cabo Verde nas eleições de 17 de outubro”, anunciou, em março, José Maria Neves.


Afirmou igualmente que pretende ser um Presidente de “consensos”, prometendo promover a despartidarização da Administração Pública, num país que há praticamente 30 anos está bipolarizado eleitoralmente entre PAICV (atualmente na oposição) e o Movimento para a Democracia (MpD, no poder desde 2016).


José Maria Neves admitiu que na sua experiência só lhe falta mesmo ser Presidente da República: Já foi dirigente partidário – presidente do PAICV -, deputado nacional, presidente de câmara, ministro, primeiro-ministro e, atualmente, é professor universitário na Praia.


“Tenho jogado o jogo democrático em várias posições e tenho feito da política um espaço de aprendizagem”, atirou, admitindo que conhece hoje “melhor o país” e que está mais preparado para “continuar a servir” Cabo Verde.


“Pretendo ser não apenas um bom árbitro – conheço bem as regras do jogo -, mas também um dinamizador de novos processos políticos, abrindo espaços de participação a todos, uma instância moral, um traço de união, um provedor das liberdades, da democracia e do Estado de Direito, um promotor do meu país no mundo”, disse.


Apesar da militância de cerca de 40 anos no PAICV, José Maria Neves recordou que constitucionalmente a candidatura a Presidente da República é “suprapartidária” e numa altura de pré-campanha para as eleições legislativas de 18 de abril disse que é preciso “dar tempo aos partidos”.


Até ao momento, o PAICV não se pronunciou sobre o eventual apoio à candidatura do seu ex-presidente.


Pela frente, na votação de outubro, José Maria Neves terá o antigo primeiro-ministro Carlos Veiga (de 1991 a 2000), que já conta com o apoio oficial à candidatura, que também anunciou em março, do MpD, partido que fundou e também liderou.


Cabo Verde realiza eleições presidenciais em 17 de outubro de 2021, às quais já não concorre Jorge Carlos Fonseca, que cumpre o segundo e último mandato como Presidente da República.

 

Lusa/Fim

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