Governo considera “profícua” relação de cooperação de Cabo Verde com FAO

O ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, considerou hoje “profícua” a relação de cooperação existente entre Cabo Verde e a FAO que vem desde os primórdios da independência do país até hoje.

O governante falava em declarações à imprensa à margem de um encontro entre o Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) para o balanço e perspetivas de projetos no quadro da Cooperação Cabo Verde – MAA – FAO.

O encontro, que teve lugar na sede do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA), em São Jorge, no município de São Lourenço dos Órgãos (ilha de Santiago), contou com a presença da representante da FAO em Cabo Verde, Ana Touza.

De entre os projetos analisados, destacam-se o reforço da capacidade adaptativa e resiliência do sector florestal em Cabo Verde, campo escola dos agricultores, assistência às famílias afetadas pela seca, reforço campanha fitossanitária, distribuição de sementes, bem como o projeto de seguimento de preços dos produtos alimentares da primeira necessidade e, ainda, o reforço da capacidade para previsão riscos de incêndios florestais.

“Cabo Verde e a FAO têm uma relação bastante antiga, desde os primórdios da independência de Cabo Verde até hoje, e é uma cooperação que é profícua, com alcance muito concreto a nível local.

A FAO tem ajudado Cabo Verde muito fortemente em tudo que diz respeito à investigação e desenvolvimento, introdução e aplicação de novas tecnologias a nível da agricultura, gestão da água, segurança alimentar”, lembrou Gilberto Silva.

No entanto, o titular da pasta do Ambiente adiantou que a partir de agora Cabo Verde e a FAO vão trabalhar de uma forma muito mais holística, ou seja, adiantou que vão introduzir vários projetos do domínio do ambiente, nomeadamente neutralidade da terra e melhoria das áreas protegidas.

Tudo isto, acrescentou o ministro, numa perspetiva de melhor ambiente, mas, que combina com melhor produção e melhor nutrição.

“Temos que nos adaptar às alterações climáticas, mas, assegurando sempre uma melhor produção, uma produção mais sustentável, uma produção sensível à gestão da água, à restauração dos ecossistemas, designadamente dos solos”, defendeu, lembrando que a cooperação entre Cabo Verde e a FAO integra ambientes marinhos e terrestres.

Os projetos em curso no âmbito da cooperação entre Cabo Verde e a FAO, neste particular com o MAA, segundo Gilberto Silva, pretendem melhorar a economia, o ambiente e todo o capital social, que considerou “fundamental” para o desenvolvimento sustentável do arquipélago.

Na ocasião, o governante, que lembrou que o plano quinzenal que rondava os 16 milhões de dólares está a ser aumentado para 38 milhões de dólares, anunciou que deste montante 33 milhões de dólares já foram mobilizados, e que vão se traduzir em projetos muito concretos, alguns dos quais vão arrancar em 2023 e outros 2024.

“Tudo isto, arranca no mesmo período em que nós temos a segunda geração do Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS II) 2022-2026, em que as prioridades já foram definidas, em que o ambiente e ação climática constituem claramente um pilar do desenvolvimento estratégico e sustentável em Cabo Verde.

Portanto, vamos poder aproveitar muito bem destes projetos para a execução das políticas públicas que são adjacentes ao PEDS II”, sinalizou Gilberto Silva.

“O balanço é muito positivo, e temos uma parceria que funciona muito bem”, congratulou-se a representante da FAO em Cabo Verde, Ana Touza, tendo, no entanto, adiantado que vão trabalhar para acelerar e melhorar a qualidade da assistência técnica da FAO para com o Governo de Cabo Verde.

De entre os vários projetos de urgência, destacou o de mobilização de água para agricultura com o Ministério da Agricultura e Ambiente e outros na área da economia azul com o Ministério do Mar.

“Neste momento, estamos a fazer uma revisão dos projetos que temos com o Ministério da Agricultura e Ambiente, que estão aprovados por volta dos 100 milhões de dólares.

Estamos a trabalhar em várias ilhas, sobretudo, no reforço da resiliência, que é um projeto de urgência”, indicou, acrescentando que há um “grande esforço” na mobilização dos recursos para financiar vários projetos que vão arrancar no segundo semestre do ano 2024.

Inforpress

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