Governo de Cabo Verde saúda saída do navio comercial Razoni de Odessa

O Governo de Cabo Verde saudou hoje a saída do navio comercial Razoni do porto ucraniano de Odessa, transportando mais de 26 mil toneladas de milho para o porto de Trípoli, no Líbano.

“O Governo de Cabo Verde saúda a partida do primeiro navio de cereais do porto de Odessa, marcando a retoma das exportações de cereais desde a Ucrânia, em cumprimento dos acordos recentemente assinados entre a Rússia, as Nações Unidas e a Turquia, por um lado, e entre a Ucrânia, as Nações Unidas e a Turquia, por outro”, lê-se num comunicado hoje divulgado.

No mesmo documento, o Governo saudou igualmente o “papel decisivo” desempenhado pelas Nações Unidas e pela Turquia para a conclusão desses acordos e para o funcionamento dos mecanismos estabelecidos, criando assim condições para aliviar a insegurança alimentar global, que afeta sobretudo “países frágeis” como Cabo Verde, que enfrentam emergência social e económica.

“Cabo Verde encoraja as partes a prosseguirem no cumprimento dos compromissos assumidos e a privilegiarem meios pacíficos para a resolução do conflito que as opõe”, acrescenta o comunicado.

O compromisso prevê a retomada dos embarques que foram interrompidos com o início da guerra, em Fevereiro. A expectativa é que com o movimento de embarcações seja aliviada a crise alimentar global e reduzido o preço dos grãos.

O Centro de Coordenação Conjunta (JCC, sigla em inglês), que faz parte da iniciativa, confirmou ter autorizado a partida. O movimento “obedece às coordenadas e restrições específicas do Corredor Marítimo Humanitário Seguro” e os detalhes satisfazem aos procedimentos de navegação internacional.

O pedido feito a todas as partes envolvidas é que informem as respetivas áreas militares e outras autoridades relevantes para garantir a passagem segura da embarcação que transporta a carga.

O JCC anunciou que acompanha a passagem do navio na expectativa de que, depois de Odessa, esteja em águas territoriais turcas esta terça-feira. Após uma inspeção no local, o navio seguirá com destino ao território libanês.
O acordo assinado no mês passado estabelece que a Rússia não ataque portos enquanto os carregamentos estiverem em trânsito e que a Ucrânia coloque suas embarcações navais guiando as de carga por águas minadas.

Inforpress

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