Governo de Luanda procura soluções para consequências da chuva entre críticas de lentidão na resposta

Governo de Luanda procura soluções para consequências da chuva entre críticas de lentidão na resposta

O Governo da província de Luanda está a ser acusado por certos sectores de lentidão na tomada de medidas definitivas para mitigar os efeitos das chuvas que resultaram já na morte de 24 pessoas, segundo o último balanço provisório do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, feito nesta quarta-feira, 21.

A ministra de Estado para o Sector Social, da Presidência da República, Carolina Cerqueira, a ministra da Saúde, Silvia Lutucuta, e a governadora Joana Lina, visitaram, no mesmo dia, uma família das vítimas do sinistro, no município do Cazenga, onde prometeram alguma ajuda material.

 

Sem avançar datas, Carolina Cerqueira aventou a possibilidade de as vítimas puderem vir a ser transferidas para casas sociais construídas em alguns bairros da capital.


“Sabemos que o que trazemos é pouco, mas como angolanos e irmãos que somos não podemos ficar indiferentes perante essa realidade que a todos nós comove e demanda agir com apoio, afectivo e material, por mais simbólico que seja. Mas devemos nessa hora dar as mãos para minimizar os efeitos devastadores das chuvas torrenciais que registamos nos últimos em Luanda”, disse Carolina Cerqueira.


O responsável da Associação SOS-Habitat, André Augusto, afirma, entretanto, estar muito desapontado com “a forma despreocupada” com que o Governo de Luanda está a lidar com a situação.


Nas redes sociais e em alguns órgãos de comunicação social vários cidadãos têm criticado a governadora de Luanda de, supostamente, não ter apresentado, até ao momento, qualquer plano de contingência para acudir os sinistrados.


A actualização dos dados sobre as consequências das chuvas que caíram sobre Luanda nos últimos dias foi feita ao mesmo tempo que o serviço da Protecção Civil e Bombeiros admite dificuldades de acesso aos subúrbios mais problemáticos da capital e a possibilidade de o número de vítimas mortais ser maior.


O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, sugeriu, ontem a atribuição das residências nas centralidades em Luanda às vítimas das enxurradas, durante uma visita às áreas afectadas pelas chuvas .


O novo balanço indica que o município de Cacuaco registou um total de 10 mortos, Luanda (5), Viana (3) e Kilamba Kiaxi (3), enquanto 3 pessoas estão feridas.


Dados oficiais apontam 2.289 residências inundadas, 60 desabaram, e foram afectadas 2.344 famílias, o que representa um total de 11 745 pessoas.


No domínio das infra-estruturas, ficaram inundados 14 escolas e quatro centros de saúde, quatro pontes foram afectadas e registou-se o transbordo de nove bacias de retenção de água.


O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica de Angola alerta para a ocorrência de mais chuvas nos próximos dias um pouco pelo país.


VOA/Fim

 

 

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