Governo diz que é “falsa e grave” afirmação do PAICV de que Cabo Verde caiu duas posições no rating da Ficht

O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, disse hoje que é “falsa e grave” a afirmação do PAICV (oposição), segundo a qual Cabo Verde caiu duas posições na última avaliação da Fitch Ratings.

Em conferência de imprensa hoje para reagir à conferência de imprensa do PAICV, proferida esta terça-feira, 17, Olavo Correia classificou o conteúdo dessa comunicação de “irresponsável”, sublinhando que essas afirmações podem manchar a reputação do país e afugentar os investidores.

Olavo Correia afirmou que o PAICV, na saga de falar mal do país, fez uma “grande confusão” porque o rating não é rating da dívida pública e sim um rating avalia um conjunto de indicadores económicos onde a dívida pública também é avaliada.

Por outro lado, adiantou que o principal partido da oposição veio tarde, porque o relatório tinha sido divulgado desde 09 de Dezembro de 2022, sendo que Cabo Verde manteve o nível da avaliação de 2020, quando o país caiu uma única posição.

“Portanto, Cabo Verde desde 2019 nós tivemos uma avaliação altamente positiva em função do quadro macro-económico (B+). Em 2020 com advento das crises e da pandemia da covid-19 houve uma alteração do rating para B-, mas normal porque todos os países tiveram downgrade no seu rating com advento da pandemia da covid-9”, explicou.

“Portanto a afirmação em como Cabo Verde desceu dois níveis é uma informação falsa, sendo falsa e pondo em causa o rating de Cabo Verde e a imagem de Cabo Verde, ela é uma afirmação irresponsável a todos os títulos”, realçou o governante.

O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças sustentou que não obstante este cenário de crises, o relatório de Dezembro de 2022 da Fitch Ratings realça a trajetória decrescente do rácio da dívida pública face ao PIB, sendo que os dados finais de 2022 apresentaram uma performance muito superior ao projetado, tanto pelo Governo como pela própria agência de rating.

“Ou seja, perspectiva-se que a trajetória decrescente da dívida se mantenha, e atinja um rácio de 120,5% do PIB em 2024 e próximo dos 100% do PIB em 2026.

O país tem conseguido cumprir com as suas obrigações junto dos parceiros intencionais, apesar do elevado nível do serviço da dívida, fruto dos endividamentos do passado”, apontou.

Olavo Correia salientou que os parceiros de Cabo Verde continuam a confiar e a apostar no país, como se observa pelo aumento do portfólio de investimento de praticamente todos os parceiros, que têm apostado na transformação da economia com investimentos em projetos produtivos e estruturantes.

“São casos do financiamento do parque tecnológico e data center da Praia e do Mindelo, requalificação do Porto de Maio, requalificação do Porto de Palmeira terminal de cruzeiros de Mindelo, dessalinizada do Palmarejo, dessalinizadora da Boa Vista projeto transporte, com a construção de várias estradas em Santiago, Santo Antão e Brava” apontou.

Na perspectiva do ministro isto demonstra que a dívida contratualizada pelo país tem sido aplicada em sectores produtivos e chaves para a promoção do crescimento económico e criação de empregos, com impactos directo na economia e na vida das famílias cabo-verdianas.

Referir que em conferência de imprensa esta terça-feira o secretário-geral do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Julião Varela, demonstrou-se preocupado com aquilo que chamou da queda de duas posições do País no ranking da dívida pública e exortou o Governo a estabelecer medidas para as reduzir.

O governante sublinhou que de facto o país tem desafios e admitiu que a dívida pública é elevada, mas explicou que a dívida pública cabo-verdiana é concepcional, com taxa de juros baixíssimas maturidades elevadas, o que coloca a dívida pública cabo-verdiana num ponto de sustentabilidade.

Inforpress

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