Governo quer manter dentro do sistema educativo jovens que tiveram filhos durante a adolescência

O Governo quer manter dentro do sistema educativo todas as pessoas que tiveram filhos durante a adolescência e, para isso, está a trabalhar com as organizações não governamentais (ONG) no sentido de criar uma rede de suporte.

Esta informação foi hoje avançada pelo ministro de Estado, da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, Fernando Elísio Freire, à margem de uma visita que efetuou à Associação Avenir Ecole Cap-Vert, que trabalha no sentido de garantir suporte às mães estudantes.

“Esta visita é basicamente para pontuarmos, sinalizarmos e incentivarmos as ONG que trabalham na área social e, principalmente, lidam com mães adolescentes que têm de continuar a estudar”, disse o ministro.

Segundo Fernando Elísio Freire, este propósito do Governo é “extremamente claro” no sentido de igualar as oportunidades a todos, por isso, completou, o Governo está a desenvolver um plano de manutenção dentro do sistema educativo de pessoas que na adolescência tiveram crianças.

“É um plano que nós estamos a desenvolver e que estará pronto em Dezembro, no sentido de criarmos uma rede de creches de suporte às mães adolescentes, criarmos mecanismos de manutenção dessas mães dentro do sistema educativo ou no sistema de formação profissional”, completou.

Fernando Elísio Freire prosseguiu afirmando que o Governo, juntamente com as ONG, está a fazer um trabalho articulado de promoção de uma rede nacional de creches de apoio às mães, de promoção de espaço de residência para essas mães quando se deslocam para poderem continuar os seus estudos nas universidade ou nos centros de formação profissional.

“Nós queremos que as pessoas possam ter, de facto, oportunidade de terem uma profissão, de incluírem e de conseguirem desenvolver a sua vida e, neste momento, juntamente com o ICIEG mais a União Europeia, estamos a terminar este plano para permitir que o nosso País tenha todos com uma profissão e com capacidade inserida no mercado de trabalho”, frisou.

O governante disse ainda que o facto de alguns terem tido crianças na adolescência e poderem continuar com as suas oportunidades, não desresponsabiliza, cada um, no sentido de ver que há tempo para tudo, há tempo para ser criança, adolescente, há tempo para ser adulto para se formar e para ter uma formação depois de ser mãe.

Inforpress

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