Governo vai alargar rendimento social de inclusão a todas as famílias com crianças menores de 15 anos com deficiência

O ministro da Estado, da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social garantiu hoje que o Governo vai alargar o rendimento social de inclusão a todas as famílias com crianças menores de 15 anos com deficiência.

Fernando Elísio Freire deu essa garantia em declarações à imprensa no âmbito da visita que efectuou, esta manhã, à Federação Cabo-Verdiana das Associações de Pessoas com Deficiência (FECAD), onde afirmou ainda que o trabalho do Governo, neste sector, será em quatro ideias fundamentais.


“Estamos aqui para dialogar com as ONG que trabalham com pessoas com deficiências para mostrar a nossa visão e o que queremos nessa legislatura, para além de consolidar o que já foi feito, a ser trabalhado em quatro ideias fundamentais”, disse, apontando o alargamento do rendimento social de inclusão a todas as famílias com crianças menor de 15 anos com deficiência como a primeira medida.


Ainda no âmbito das medidas a serem tomadas pelo Executivo, apontou o reforço de apoio e estreitamento das relações com as ONG que lidam com pessoas com deficiência, o recurso a cooperação internacional para aumentar técnicos especializados para o sector e a elaboração de uma estratégica nacional que passa pelo emprego, acesso à educação, saúde, cuidados e habitação.


Na questão do emprego considerado como um grande problema para as pessoas com deficiência, Fernando Elísio Freire avançou que o primeiro passo será criar condições para que os centros de formação profissional possam receber esse público alvo.


Neste particular, sublinhou, que antes de se levar a cabo as ideias em pauta, o Governo precisa ter noção exacta de quantas pessoas com deficiência existem no País, para que possa saber quantos médicos e pessoas especializadas devem ser disponibilizadas para trabalhar com as famílias deste público alvo.


Quanto ao cabal funcionamento da Lei de Mecenato, o governante afirmou que o problema pode não estar na legislação ou na sua aplicabilidade, e avançou que o que se deve fazer é criar condições para uma maior participação da sociedade e empresas com responsabilidade social neste tipo de acções.


“Se conseguirmos fazer isso, seremos um País realizado. Este é o nosso foco e objectivo”, finalizou.


Para o presidente da FECAD que apontou, na conversa com o ministro, as necessidades das associações que lidam com pessoas com deficiência, a maior preocupação tem a ver com a sustentabilidade.


“Tendo recursos as associações terão melhores condições para trabalhar com os seus associados. Já a FECAD, a sua maior preocupação é abrir o centro de reabilitação”, disse António de Mello, fazendo menção ainda à necessidade de ter mais técnicos para trabalhar.


Para um bom funcionamento, afirmou que o centro necessita de um psicólogo, um assistente social e um fonoaudiólogo.


O ministro da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, acompanhado da secretaria de Estado da Inclusão Social, visitou também hoje a sede da Associação Cabo-verdiana de Promoção e Inclusão das Mulheres com Deficiência (APIMUD) e da Associação dos Deficientes Visuais de Cabo Verde (ADEVIC).

 

Inforpress

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