Greve: Pilotos e administração da TACV devem reunir-se na próxima sexta-feira

A falta de resposta formal às reivindicações dos pilotos por parte da empresa foi um dos motivos apontados para que os profissionais avançassem para a greve prevista para começar no dia 25.

A inexistência do programa de segurança, proteção de saúde e de Higiene no trabalho, a redução unilateral de subsídios desde maio de 2022, os atrasos sistemáticos nos salários que chegam a duas semanas, um futuro profissional incerto e a fuga de talentos, a falta de disponibilidade da empresa para o diálogo e possíveis consensos, estão entre os treze motivos apontados pelo Sindicato Nacional dos Pilotos da Aviação Civil (SNPAC) para a greve dos pilotos da TACV Cabo Verde Airlines (TACV). As informações foram avançadas em conferência de imprensa hoje, dia 17, na cidade da Praia.

A adesão à greve deverá ser de todos os pilotos da TACV, no total são 32 profissionais, garante o presidente do sindicato, Edmilson Aguiar, que adiantou que o pré-aviso de greve foi aprovado desde 6 de fevereiro deste ano.

A falta de feedback formal por parte da administração, bem como da tutela, o sindicato explica que o pré-aviso de greve foi entregue igualmente no Ministério das Finanças, na Direção-Geral do Trabalho e no Ministério do Turismo, é um dos motivos apontados para que os profissionais avançassem para a greve prevista para começar às 00h do dia 25 e ir até às 23:59 do dia 29 de abril.

Salientando que a greve é o último recurso encontrado pela classe e que estão conscientes sobre o impacto da mesma nos serviços da companhia, o representante dos pilotos explica que “chegou a hora de fazer com que as vozes dos pilotos sejam ouvidas” e apelou ao bom senso e à disponibilidade dos donos da empresa em sentar à mesa de negociações para alcançar potenciais acordos.

Edmilson Aguiar salientou ainda que ao longo de dois anos têm tentando o diálogo junto do Conselho da Administração, mas que nunca obtiveram uma resposta formal sobre as suas reivindicações e que, no caso da greve apesar de já ter conhecimento sobre a mesma, a presidente do conselho de administração (PCA) da TACV, Sara Pires, apenas respondeu ontem, dia 16, pelas 21h00 de que teria disponibilidade para um encontro na próxima sexta-feira pelas 9h00 da manhã.

“Desde que haja abertura por parte do Conselho de Administração estamos completamente disponíveis para sentar e negociar de forma pacífica para uma solução porque nós almejamos o bem-estar dos passageiros”, afirma Aguiar.

Segundo o representante sindical, no que diz respeito ao atual panorama dos transportes aéreos em Cabo Verde, a sensação da classe é que há uma “degradação da situação, muito por conta dos incumprimentos”, nomeadamente no caso da TACV, e Edmilson Aguiar explica que há inclusive saída de pilotos da companhia e afirma que antes da pandemia a TACV tinha 49 pilotos, estando agora com 32 profissionais.

Paralelamente, em comunicado enviado à imprensa, a TACV fez saber hoje que caso os pilotos decidam avançar com a greve nacional de cinco dias, a mesma poderá afetar apenas os passageiros com voos internacionais, as operações nacionais são asseguradas por uma tripulação estrangeira, e assegura que vai minimizar os impactos da greve.

Balai Notícias

ARTIGO EDITADO

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