Grupo espanhol RIU pretende alargar oferta em Cabo Verde

Grupo espanhol RIU pretende alargar oferta em Cabo Verde

A cadeia hoteleira multinacional promete alargar a oferta nas ilhas do Sal e da Boa Vista, onde já possui seis hotéis, mas administração espanhola salienta que a conectividade é um factor fundamental.

Joan Trian Riu, membro do Conselho de Administração do grupo hoteleiro RIU, avançou hoje, dia 29, que o grupo pretende alargar a oferta em Cabo Verde, nomeadamente nas ilhas onde já opera, Sal e Boa Vista, sem precisar ainda datas e montantes. A informação foi avançada durante uma conferência de imprensa na Cidade da Praia, onde o grupo apresentou os resultados financeiros e os investimentos mais recentes do RIU Hotels & Resorts em Cabo Verde, arquipélago que já é o quinto destino mais procurado a nível do grupo.

Apesar de enfatizar que o grupo quer alargar a oferta no país com mais hotéis e mais quartos, Joan Trian Riu esclareceu que este investimento deve ser acompanhado de uma maior conectividade. “É absolutamente necessária a conectividade, como já referimos há dois anos, a conectividade na Boa Vista é fundamental”.

Questionado sobre em que ilhas seria o novo investimento do grupo, o representante do grupo esclareceu que teria de ser nas ilhas onde já dispõe de operações, nomeadamente Sal e Boa Vista, onde um produto como o do grupo é mais adequado e onde há conectividade com a Europa. Mais à frente salientou que se na ilha do Sal não há tanta disponibilidade de espaço para novos hotéis, a ilha da Boa Vista é maior e mais virgem dando a entender que a próxima aposta do grupo poderá ser novamente na ilha das Dunas.

Uma das condições necessárias para o investimento do grupo RIU seria a iluminação da pista do aeroporto da Boa Vista, sendo que no entender do representante da administração, é necessário passar das palavras para a ação.

“Estamos em conversações e parece que é uma questão do governo de Cabo Verde e a concessionária dos aeroportos. Há muito tempo que falamos disso, mas lamentavelmente precisamos de menos palavras e mais ações e estas ações não acontecem”, lamentou Joan Trian Riu, acrescentando que espera que o investimento seja o mais rápido possível porque não é só o RIU mas outros agentes económicos vão beneficiar do mesmo.

Entretanto, quando questionado sobre a conectividade inter-ilhas no arquipélago, o representante do grupo salientou que mesmo não sendo uma questão que impacte diretamente as receitas da cadeia RIU, reconheceu a importância de haver mobilidade entre as ilhas, não só desde um ponto de vista do turismo interno, mas também “para que os trabalhadores da cadeia hoteleira que estão no Sal e na Boavista, mas que são de Santo Antão, de São Vicente e de Santiago, possam regressar às suas casas para a ver as suas famílias e não estarem isolados”.

“Não é tanto uma questão que melhore as receitas da RIU. Cabo Verde é um país de população pequena (…) por muito turismo cabo-verdiano que possa haver, os voos internos não vão fazer com que o negócio de RIU melhore muito. É mais uma questão de bem estar da população.”

Paralelamente, o representante da cadeia espanhola mostrou-se satisfeito no que diz respeito à vinda de mais uma operadora de voos low cost para Cabo Verde, a Easyjet, até porque “quanto mais conectividade houver com o mundo, é melhor para Cabo Verde, em todos os sentidos (…() tanto para o grupo RIU (…) como para outras empresas de Cabo Verde”.

Melhor ano do grupo em Cabo Verde

Segundo Joan Trian Riu, o ano de 2023 foi o melhor ano para o grupo RIU em Cabo Verde, registando receitas de cerca de 22 milhões de escudos e um total de 363.694 hóspedes, mais 16 por cento do que em 2022, num total de 4.649 quartos nos seis hotéis disponíveis no arquipélago, das ilhas do Sal e da Boa Vista.

“Para o RIU, Cabo Verde representa já o quinto destino do mundo”, salientou a mesma fonte que mais adiante explicou que a lista é liderada pela Espanha, seguindo-se México, República Dominicana e Jamaica.

No melhor ano da história do RIU em Cabo Verde, o representante do grupo revela que foram pagos 3.944 milhões de escudos em impostos e que foram investidos 772 milhões de escudos no ano passado, sendo que nos dois anos, 2022 e 2023, a soma total do investimento é de 6 mil milhões de escudos, tendo em conta que o grupo renovou os hotéis no país, faltando atualmente renovar apenas o RIU Touareg na Boa Vista.

No que tange aos resultados, Joan Trian afirma que 100 por cento dos resultados do grupo em Cabo Verde ficam no país e são reinvestidos. No ano de 2023, “RIU teve como resultados 6 mil milhões de escudos que foram reinvestidos a 100 por cento em Cabo Verde”, garantiu o membro da administração, tendo mais adiante confirmado que há margem para crescimento em Cabo Verde.

A operar em 21 países e com um total de 97 hotéis, seis dos quais em Cabo Verde, o grupo RIU é o maior empregador privado do arquipélago, onde opera desde 2005.

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Por Cristina Morais

Formada em Jornalismo e Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto e pós-graduada em Ciências da Comunicação - vertente Comunicação & Liderança, a comunicação sempre foi uma grande paixão, não fosse uma tagarela e 'inventora de histórias' desde os bancos da escola primária. Trabalha com jornalismo online desde 2008.