Grupo português ETE quer ser o principal operador logístico em Cabo Verde

Grupo português ETE quer ser o principal operador logístico em Cabo Verde

O grupo português ETE quer ser o principal operador logístico em Cabo Verde e já tem planos para instalar centros em todas as ilhas e para a entrega de mercadoria, no futuro, à porta dos clientes cabo-verdianos, disse hoje o administrador Jorge Maurício.

“Teremos de estar em todas as ilhas. O objetivo é ter um centro de logística em cada uma das ilhas, para facilitar a rápida mobilidade e transporte de mercadorias”, afirmou, em entrevista à Lusa, no Mindelo, o vice-presidente do grupo ETE para Cabo Verde, Jorge Maurício, que com cinco empresas a operar no arquipélago emprega já cerca de 250 trabalhadores, essencialmente cabo-verdianos.

“Nós queremos ser o principal operador de logística em Cabo Verde. Fazer uma logística de referência em Cabo Verde”, enfatizou.

Presente no país há mais de 30 anos, com foco no transporte e logística marítima, inicialmente através da empresa Transinsular Cabo Verde, de transporte internacional de mercadorias, o Grupo ETE conta atualmente no arquipélago ainda com as empresas ETE Logística (transitário e operador logístico), Navex (de agenciamento), Cabo Verde Interilhas (concessionária do serviço público de transporte marítimo de carga e passageiros) e mais recentemente com a S&CS (gestão náutica e apoio a navios).

“Estamos num processo de organização, primeiro das infraestruturas, depois dos equipamentos e recursos humanos necessários para isso. Já temos um centro em São Vicente, de consolidação e consolidação, de cargas. A distribuição será também importante para nós, depois temos de dar outros passos de valor acrescentado, numa próxima fase, como embalagem e etiquetagem de produtos, que acaba por ser um serviço que complementará todo o ciclo de logística”, acrescentou o administrador, à margem da Feira Internacional de Cabo Verde, que se realiza em São Vicente até sábado e na qual o grupo português participa.

De acordo com Jorge Maurício, o Grupo ETE já tem centros logísticos no Sal e na Praia (ilha de Santiago), e com a recente inauguração da obra de requalificação do porto do Maio está igualmente a investir num centro logístico naquela ilha, bem como no Fogo, com o objetivo de garantir a rede de transporte de mercadorias para todo o arquipélago.

“É importante para nós termos um processo fácil, onde a mercadoria é bem acondicionada, no local certo, na hora certa, chegar a tempo ao navio, fazer a descarga e fazer o processo de descarga no destino. E depois, se necessário, em função do pedido, fazer a entrega também à porta do cliente. É este o nosso desafio no momento, é o processo em que estamos a apostar forte”, garantiu ainda.

Na ilha de São Vicente, o Grupo ETE vai passar ainda a contar com um espaço no parque industrial, para instalar “de raiz” um centro logístico: “Onde as pessoas possam de forma muito mais tranquila fazer a entrega e onde podemos também organizar todo o processo de entrada e tratamento da carga e depois a saída da mesma”.

“Há pessoas que querem ser transportadas de uma ilha para a outra e que também gostam de ir acompanhar as suas mercadorias, há outras que num processo muito mais fácil, gostam de entregar as suas mercadorias no centro de origem e recebê-las no centro de destino. Daí termos o centro de logística no lugar certo, na hora certa e em modo de acondicionamento correto. Ou seja, a mercadoria tem de estar bem condicionada para ser fácil de transporte, para evitar quebras, evitar desperdícios e evitar desvios, furtos”, justificou ainda.

Só através da Cabo Verde Interilhas, o Grupo ETE transportou nos primeiros três anos de concessão, até agosto passado, mais de 1,5 milhão de passageiros em mais de 12.105 viagens entre as ilhas cabo-verdianas, além de 138.830 viaturas e 167.948 toneladas de mercadorias.

“Esta é uma parte muito importante, satisfazer as necessidades dos cabo verdianos, satisfazer as necessidades do mercado de uma forma global. Por isso é que nós representamos uma coisa completa”, explicou o administrador, recordando está em implementação o código de Segurança Marítimo em todos os navios e em fase de conclusão a certificação de qualidade da Cabo Verde Interilhas, a terceira das empresas do grupo a receber o galardão no arquipélago.

“Para nós, a segurança é também um fator de competitividade e um fator diferenciador da qualidade do serviço que nós oferecemos (…) Naturalmente, estamos num patamar diferente dos outros, um patamar que é diferenciador para melhor servir o mercado”, reconheceu Jorge Maurício.

Um “nível de organização” e de “gestão” que permite “começar a dar um salto qualitativo” na oferta em Cabo Verde, mantendo o crescimento anual nos negócios do grupo no arquipélago a mais de 7%.

“O grupo está a crescer, tem crescido em Cabo Verde, cresceu mesmo durante a crise. É uma área com algumas dificuldades, com alguma disrupção em termos em termos de transporte, mas mesmo assim conseguimos crescer em 2020 para 2021 e estamos a crescer de 2021 para 2022”, concluiu o vice-presidente do grupo.

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