Guiné-Bissau: PAIGC condena atuação da Guarda Nacional

Em comunicado, o partido condena “a atuação da Guarda Nacional por ter forjado a libertação do Ministro das Finanças e do Secretário de Estado do Tesouro”. E critica o MADEM-G15 pela “postura anti-democrática”.

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) condenou, este sábado, em comunicado, “a atuação da corporação da Guarda Nacional, por ter forjado a libertação do Ministro da Economia e Finanças e o Secretário de Estado do Tesouro, nas instalações prisional da Polícia Judiciária”.

O ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seidi, e o secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro, estavam detidos preventivamente na Polícia Judiciária, a mando do Ministério Público, no âmbito dos inquéritos ao processo que levou ao pagamento de dívidas a 11 empresários próximos ao Governo.

O partido, liderado por Domingos Simões Pereira, reage assim aos tiroteios da madrugada de sexta-feira no centro de Bissau. Acontecimentos que, diz, “lamenta” e que “além de terem resultado em mortes e feridos a confirmar, colocaram a população guineense em pânico”.

Em comunicado, o partido “exorta o Ministério Publico a respeitar os procedimentos de audição estalecidos por Lei, em matéria de apuramento dos factos e da observância dos prazos e medidas preventivas” e condena a “presença de militares fortemente armados nos arredores da residência do Presidente da Assembleia Nacional Popular”.

No mesmo documento, o PAIGC condena também o MADEM G-15 e alguns partidos sem assento parlamentar pela postura anti-democrática e belicista, que vem caracterizando as suas intervenções, numa clara afronta às regras de um Estado de Direito Democrático, com agravante de estar, recorrentemente, a solicitar ao Presidente da República a demissão de um Governo, constituído na base da maioria folgada de dois terços”.

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