Guiné Equatorial decreta novo confinamento para conter segunda onda de contágios

As autoridades da Guiné Equatorial decretaram novo confinamento obrigatório, restrições à circulação e prolongamento do fecho das escolas para conter a pandemia de covid-19, uma altura em que o país vive uma segunda onda de contágios.

As novas regras, que entraram em vigor na segunda-feira, são justificadas, de acordo com o decreto governamental, pela “persistente inobservância” das medidas de luta contra a covid-19.

“A omissão persistente de muitos cidadãos no uso de máscaras, as atividades de culto não controladas durante a Semana Santa, a violação da lotação de 50% e o distanciamento social, entre outros, são comportamentos considerados de risco e que provocaram um aumento dos níveis de transmissão do vírus”, refere-se no decreto.

 

De acordo com as autoridades de Malabo, o incumprimento das medidas “levou ao surgimento de uma segunda onda de contágios e ao consequente crescimento da curva de transmissão” no país, que regista 7.219 casos acumulados de covid-19 e 106 mortes.

 

Neste contexto, foi decretada “a intensificação do confinamento” e proibidas as deslocações e a mobilidade, exceto por motivos de trabalho e com apresentação de teste PCR, certificado de vacinação ou declaração de autorização.

 

As aulas vão continuar suspensas nas cidades de Malabo (ilha de Bioko) e Bata (parte continental do país) e os voos comerciais de passageiros restritos a dois por semana para as companhias nacionais e um para as internacionais.

 

Foram igualmente decretados o “estrito respeito” pela capacidade de lotação das igrejas (50%) e o encerramento de parques, estabelecimentos de entretenimento, casinos, bares e discotecas.

As celebrações de aniversários, casamentos, funerais e velórios ficam limitadas à participação de 10 pessoas e os transportes públicos funcionarão com metade da lotação.

 

O uso de máscaras continua a ser obrigatório e o decreto prevê a existência de cercas sanitárias em bairros ou distritos onde se detetem surtos de covid-19.

 

Lusa

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