Hospital Agostinho Neto está a trabalhar diariamente para melhorar a relação e cuidado prestado aos doentes-directora clínica

O Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN) está a trabalhar cada dia para melhorar a relação e cuidado prestado ao doente, assegurou a directora clínica da instituição, que reconhece haver alguma reclamação por parte dos utentes.

Em reação a algumas reclamações feitas pelos praienses à Inforpress sobre a “pouca atenção” dispensada pelos profissionais de saúde, Hirondina Spencer reconheceu

algumas queixas, afirmando que a instituição está aberta e quer trabalhar com foco no doente.

“Estamos a trabalhar cada dia na comunicação para melhorarmos a relação com o doente, trabalhar os profissionais na parte de humanização, para que haja mais empatia em relação aos que estão em sofrimento, e assim evitar qualquer mal-entendido em relação aos cuidados prestados na instituição”, assegurou.

Segundo esta responsável o HUAN tem prestado bons serviços técnicos, admitindo que as eventuais falhas estão às vezes relacionadas com comunicação, que tem que ser melhorada, conforme sublinhou, visando a melhoria em todos os sectores.

Estas declarações foram feitas à Inforpress, à margem de uma missa realizada na capela do referido Hospital, em celebração ao Dia Mundial do Doente, assinalado este ano sob o lema “Não é conveniente que o homem esteja só. Cuidar do doente, cuidando das relações”.

“Celebramos a missa com os doentes e profissionais, tendo em conta que o Dia do Doente foi criado pelo Papa João Paulo II desde 1992, que chama atenção para cuidados mais humanizados aos que precisam”, explicou.

Em mensagem alusiva ao dia o Papa Francisco recorda que os doentes, os frágeis, os pobres estão no coração da Igreja e devem estar também no centro das solicitudes humanas e cuidados pastorais.

“Nesta mudança de época que vivemos, especialmente nós, cristãos, somos chamados a adoptar o olhar compassivo de Jesus. Cuidemos de quem sofre e está sozinho, porventura marginalizado e descartado, tratemos das feridas da solidão e do isolamento”, lê-se na missiva.

Só deste modo é que, segundo o Papa, será possível contrastar a cultura do individualismo, da indiferença, do descarte e fazer crescer a cultura da ternura e da compaixão.

Inforpress

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