IGAE diz que consumidores estão mais atentos e que muitas vezes fazem fiscalizações através das suas denúncias

 O presidente da IGAE, Paulo Monteiro, afirmou hoje que os consumidores estão mais atentos na compra dos seus produtos e que, muitas vezes, mandam denúncias e reclamações de produtos fora de prazo e de qualidade para averiguações.

Esta observação foi feita por este responsável da Inspeção-geral das Atividades Económicas (IGAE), no âmbito da destruição de produtos apreendidos fora de prazo, impróprio para o consumo e em embalagens não apropriadas, realizado esta terça-feira, 16, após fiscalizações a estabelecimentos comerciais a vários bairros da Cidade da Praia.

Segundo indicou, nesta operação foram destruídas aguardentes produzidas sem licenciamento industrial, à base de açúcar refinado, transportada em recipientes impróprios, violando os requisitos de segurança e higiene dos géneros alimentícios, assim como produtos alimentícios, fora do prazo de validade.

“Porque é prioridade da IGAE o bem-estar e a saúde pública de todos, disse Paulo Monteiro, que acrescentou que foram também apreendidos vários outros produtos, como ovos fora de prazo, outras bebidas alcoólicas, como cervejas, “pontxe” e demais produtos alimentares que não se encontravam em condições normais de consumo.

Paulo Monteiro explicou que os produtos são normalmente apreendidos no âmbito das fiscalizações normais e, ainda, através de denúncias, tendo revelado que a IGAE tem recebido denúncias de pessoas que constatam produtos fora de prazos que depois vão averiguar.

“Os consumidores estão mais atentos agora e, às vezes, nos mandam denúncias e reclamações, de lojas, mercearias, minimercados, com produtos fora de prazo, e atuamos em conjunto com a Câmara Municipal, a Polícia Nacional e às vezes com a ERIS, conforme áreas de atuação”, afirmou.

Neste sentido, instou os consumidores a estarem atentos e a consultarem sempre o prazo de validade antes da compra de qualquer produto.

“Para nós o mais importante seria que tudo estivesse legal porque daria menos trabalho, até porque o nosso objetivo não é penalizar”, realçou, lembrando que muitas vezes os proprietários tentam “passar a perna” (enganar) aos consumidores que não estando atentos e podem levar produtos sem qualidade para a casa.

O presidente do IGAE assegurou que esta instituição tem dado resposta a esta situação, com deslocações efetuadas a todos os concelhos onde a IGAE não está presente.

Garantiu que esta reguladora tem equipas suficientes, que trabalham com programação e com estratégia bem montada, afirmando que se pode trabalhar com pouco fazendo muito, dependendo da estratégia traçada.

Inforpress

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