Ilha do Sal: “As tecnologias digitais são parte intrínseca da agenda de desenvolvimento sustentável de Cabo Verde” – governante

A secretária de Estado do Fomento Empresarial, Adalgisa Vaz, salientou hoje, no Sal, que as tecnologias digitais são parte intrínseca da agenda de desenvolvimento sustentável de Cabo Verde, que já conta com mais de 25 anos de governação eletrónica.

Essa afirmação foi feita ao presidir a abertura do Africa 2024 Global Carrier Community Meeting (GCCM) que acontece durante dois dias na ilha do Sal reunindo empresas e especialistas da área das Telecomunicações a nível mundial.

Conforme Adalgisa Vaz, esta é uma oportunidade de acompanhar no país, através da Cabo Verde Telecom, “as novas tendências no que diz respeito ao reposicionamento do sector das telecomunicações na era digital e da inteligência artificial”.

“Apraz-nos dizer que os temas em destaque para o evento e versando sobre o papel dos data centers regionais, as novas características digitais dos cabos submarinos e o negócio das telecomunicações na era digital, estão alinhados com a política do governo de enquadramento do desenvolvimento do país”, sublinhou.

“O ambiente de negócio é o factor decisivo para atracção do investimento externo e não podemos falar da atracção de investimentos externos sem garantir a conectividade digital em particular, que tem que ser um sector pujante e que acompanhe os novos desenvolvimentos a nível internacional”, continuou.

Na ocasião, a secretaria louvou a integração da CVTelecom nesse grupo global de telecomunicações, “o que vai permitir acompanhar, fechar negócios e estabelecer parcerias com operadores a nível global”.

Segundo referiu ainda, a secretária de Estado, “a estratégia digital de Cabo verde, com uma visão holística assentada em quatro pilares, a conectividade, capacitação, prestação de serviços e governança, com perspectiva de transformar o país num “hub digital”, tira partido da boa localização geográfica privilegiada, da estabilidade política e social e da conectividade digital internacional”.

Entretanto reconheceu que já foram identificados alguns factores que poderão “influir negativamente no processo de transformação digital da economia nacional, nomeadamente em termos de eficiência e autonomia energética dos operadores de telecomunicações”

“Para o efeito, o Governo aprovou um programa ambicioso de transição energética, factor determinante na transformação digital é condição essencial para garantir a universalidade a custos económicos competitivos”, concluiu.

Já para o presidente do conselho administrativo da CVTelecom (CVT), João Domingos Correia, a CVT associa-se ao repto do Governo trazendo para o país “este grande encontro de empresas do ramo das telecomunicações, que ajudaram a exportar aquilo que Cabo Verde produz”.

“Trazemos para o país um encontro de grandes operadores de telecomunicações, procurando que estes operadores sejam nossos parceiros na optimização dos investimentos que vamos fazer”, referiu.

“Sabemos que o país é pequeno e os investimentos custam muito para se viabilizar e ter o retorno sobre estes precisamos de parceiros fora que compram lá fora aquilo que internamente não temos capacidade para consumir”, disse.

Para concluir o PCA disse que o desenvolvimento é um processo na escala global e, mesmo o país sendo pequeno, “quando há vontade, o céu é o limite”, concluiu.

Inforpress

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