Imigrantes em Cabo Verde aumentaram quase 11% as remessas enviadas até março

As remessas enviadas pelos imigrantes em Cabo Verde para os países de origem aumentaram quase 11% no primeiro trimestre deste ano, para 825,5 milhões de escudos (7,5 milhões de euros), segundo dados do banco central cabo-verdiano.

 


De acordo com dados de um relatório estatístico deste mês do Banco de Cabo Verde (BCV), a que a Lusa teve hoje acesso, as remessas enviadas pelos imigrantes em Cabo Verde comparam com os 745 milhões de escudos (6,7 milhões de euros) de janeiro a março de 2020, ainda antes dos efeitos da pandemia.


Num período que continua a ser marcado pelas consequências económicas da pandemia de covid-19 também em Cabo Verde, com a paragem quase total do turismo, setor que garante 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, os imigrantes portugueses foram os que mais remessas enviaram para o exterior no primeiro trimestre deste ano, com 274,7 milhões de escudos (2,5 milhões de euros), aumentando 17,5% face aos três primeiros meses de 2020.


Seguiram-se os imigrantes norte-americanos, com remessas de 93,4 milhões de escudos (842 mil euros) no primeiro trimestre, enquanto as comunidades estrangeiras mais numerosas residentes em Cabo Verde, do Senegal e da Guiné-Bissau, enviaram, respetivamente, 47,3 milhões de escudos (426 mil euros) e 26,1 milhões de escudos (235 mil euros) para os países de origem.


A Lusa noticiou anteriormente que as remessas enviadas pelos imigrantes em Cabo Verde para os países de origem caíram 8,3% em 2020, para 2.788 milhões de escudos (25 milhões de euros), segundo dados de um relatório anual do BCV.


De acordo com o documento, as remessas enviadas pelos imigrantes em Cabo Verde recuaram face aos 3.093 milhões de escudos (27,8 milhões de euros) em 2019 e quase 2.983 milhões de escudos (26,8 milhões de euros) em 2018.


Os imigrantes portugueses foram os que mais remessas enviaram para os países de origem em 2020, com 928,4 milhões de escudos (8,3 milhões de euros), ainda assim menos quase 4% face a 2019.


Seguiram-se os senegaleses, que aumentaram essas remessas no ano passado para 369,7 milhões de escudos (3,3 milhões de euros), enquanto os imigrantes da Guiné-Bissau enviaram remessas de 119 milhões de escudos (um milhão de euros).


Os imigrantes dos Estados Unidos da América em Cabo Verde enviaram 206,7 milhões de escudos (1,8 milhões de euros) em remessas, uma quebra superior a 36% face a 2019.


De acordo com o relatório estatístico de 2019, as remessas dos portugueses que trabalham em Cabo Verde já tinham diminuído 10%, face ao ano anterior, para 965,9 milhões de escudos (8,7 milhões de euros). Em 2018, esse registo foi de 1.224,7 milhões de escudos (11,1 milhões euros), em 2017 de 1 073,6 milhões de escudos (9,7 milhões de euros) e em 2016 de 828,7 milhões de escudos (7,5 milhões de euros).


Segundo dados da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, a comunidade portuguesa em Cabo Verde desenvolve atividades nas áreas do comércio, incluindo a distribuição alimentar e de bebidas, na hotelaria e restauração, na construção civil e metálica, entre outros.


Lusa

 

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