“Inclusão educativa é garantida pela legislação por forma a que ninguém seja deixado para trás”

A inclusão educativa é tomada “com seriedade” pelo Governo e a própria reforma e legislação já contemplam uma dimensão da inclusão educacional para que “ninguém seja deixado para trás”.

A afirmação é do ministro da Educação, Amadeu Cruz, em conferência de imprensa, quando questionado sobre até que ponto a reforma do sistema educativo também beneficia os alunos com necessidades especiais no País.

“A legislação já contempla esta dimensão, mas para isso temos de capacitar os professores para poderem atender as especificidades dos casos que têm nas salas de aula”, disse, alegando que no quadro de formação vai ser dada “uma atenção especial” aos professores nesta matéria.

Salientou, por outro lado, que na Cidade da Praia está em desenvolvimento um projeto de transformação do agrupamento da Escola Pedro Gomes em agrupamento inclusivo para acolher alunos em diversas dimensões de deficiência e poder assim dar respostas “mais sistemáticas e orientadas” às crianças com necessidades especiais.

“Nesta escola temos equipas de acompanhamento multidisciplinar, o que tem ajudado a inclusão destes estudantes”, vincou o governante.

Quanto às escolhas nos planos curriculares, adiantou que os pais e a sociedade organizada ou não, podem acompanhar o desenvolvimento do sistema educativo, pois a legislação pública permite que haja “uma aferição permanente” por parte de toda a sociedade cabo-verdiana.

“Os planos curriculares do ensino básico foram publicados para que todos possam acompanhar e ter conhecimento sobre tudo. Temos momento em que os adolescentes têm de fazer escolhas e é, por isso, que introduzimos o 9º ano como ano de consolidação das aprendizagem e competências trazidas do Ensino Básico, mas também de transição para as escolhas”, acrescentou, frisando ainda que a escola também tem o dever de acompanhar e orientar os alunos na sua escolha.

Neste processo, informou que o ensino técnico está em processo de reestruturação e que os cursos técnicos passam a ter duração de três anos.

No que respeita aos extracurriculares, indicou que as atividades estão inseridas em algumas disciplinas, sendo que na disciplina de Educação Física é preciso orientar e ter equipamentos para o interesse dos alunos e pais.

“Na ilha do Sal temos condições através de parceria com o clube Académico em oferecer aulas de natação, mas há concelhos onde o extraescolar pode ser ajustado em função da situação da escola e do contexto local”, finalizou Amadeu Cruz.

Inforpress

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