IPIAAM recomenda cumprimento de leis após encalhe de navio do Panamá

IPIAAM recomenda cumprimento de leis após encalhe de navio do Panamá

O Instituto de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeroportuários e Marítimos (IPIAAM) recomendou esta sexta-feira, 03, o cumprimento das leis que garantam a segurança nas manobras de entrada e saída de navios nos portos do país após encalhe de um navio do Panamá, causado por uma paragem da máquina principal.

O IPIAAM avançou que “emitiu recomendações de segurança às instituições com responsabilidades na matéria, com vista a assegurar o cumprimento dos procedimentos estatuídos na legislação que garantam a segurança nas manobras de entrada e saída de navios nos portos nacionais”.

As recomendações surgem após o encalhe do navio “Deimos”, do Panamá, ocorrido em novembro de 2020 nas imediações do Porto de Vale dos Cavaleiros, na ilha do Fogo.

Conforme o relatório final da investigação, as recomendações são dirigidas à autoridade marítima nacional (Instituto Marítimo e Portuário), à empresa que gere os portos (Enapor) bem como às companhias de navegação.

Aquele instituto cabo-verdiano concluiu que a paragem da máquina principal foi o “fator determinante” para o encalhe, tal como tinha anunciado na altura o IMP.

Construído em 1986 e com bandeira do Panamá, o navio tinha 94,4 metros de comprimento por 15,4 metros de largura e encalhou em 13 de novembro nas imediações do porto de Vale dos Cavaleiros, após um “blackout total”, segundo o IMP.

O incidente na máquina principal ocorreu após a operação de descarga no porto local, depois de o navio ter partido com destino a Tarrafal de São Nicolau, acabando por ser arrastado para a zona de encalhe, devido à forte ondulação que se fazia sentir no local.

Quase seis meses depois as autoridades cabo-verdianas iniciaram diligências jurídicas para remover o navio, que foi totalmente perdido.

Na altura, o IMP referiu igualmente que tomou várias medidas de caráter emergencial e urgente para evitar riscos de poluição do meio ambiente marinho e manter as condições de segurança de navegação na baía do porto, dentre as quais a retirada de todo o combustível e água oleosa existentes nos tanques do navio.


Lusa

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