Irão e Turquia condenam Israel por confrontos com 200 feridos em Jerusalém

O Irão pediu hoje às Nações Unidas a condenação do que chamou “crime de guerra” israelita em Jerusalém, palco de confrontos com a polícia na sexta-feira, e a Turquia acusou Israel de actuar de forma agressiva e provocadora.


O Irão, em comunicado do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, condenou o ataque à mesquita “pelo regime militar que ocupa” Jerusalém, considerando que “este crime de guerra mais uma vez prova ao mundo a natureza criminosa do regime sionista ilegítimo” e exortando “as Nações Unidas e outras instituições a ele vinculadas a agir […] para lidar com este crime de guerra”.


Também o Governo turco, em comunicado hoje divulgado, acusou Israel de violar a liberdade de culto e actuar de maneira agressiva e provocadora, devido à intervenção da polícia na Esplanada das Mesquitas durante a oração da tarde, que motivou as 208 hospitalizações de palestinianos e em que também seis polícias ficaram feridos.


“Condenamos veementemente o ataque das forças de segurança israelitas contra os palestinianos que rezavam na mesquita de Al Aqsa e que deixaram muitos palestinos feridos”, afirmou no comunicado o Ministério das Relações Exteriores turco.


A Turquia acusou também o Governo israelita de ser o autor dos incidentes, que diz terem atacado a liberdade de culto dos palestinianos, instando-o a “pôr fim às suas políticas agressivas e provocativas e agir com bom senso”.


Os Estados Unidos também questionaram na sexta-feira os confrontos na Esplanada das Mesquitas, que aconteceram numa altura em que sobe a tensão no sector oriental de Jerusalém e na Cisjordânia, dois territórios palestinianos ocupados desde 1967 por Israel.


Há uma semana acontecem diariamente manifestações, marcadas por confrontos com a polícia israelita, no bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental.


A disputa em Sheikh Jarrah está relacionada com o direito à terra onde são construídas casas para colonos israelitas.


Nesse bairro vivem quatro famílias palestinianas, ameaçadas de despejo pelos israelitas.


Inforpress/Lusa/Fim

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