Jorge Spencer Lima: “Um número significativo de empresas não acreditava que esta feira pudesse ter lugar”

A cidade da Praia acolheu durante quatro dias a 24ª edição da Feira Internacional de Cabo Verde (FIC). Cerca de 125 empresas, das quais 66% nacionais e 34% estrangeiras marcam presença na Feira. Para o presidente da FIC, Jorge Spencer Lima, apesar da resistência por parte das empresas, a feira é uma indicação da volta à normalidade.

Para o presidente da feira, o objetivo é a retoma da normalidade.

“Fizemos muita insistência para que a feira tivesse lugar. Foi preciso convencer as pessoas, um número significativo de empresas não acreditava que esta feira pudesse ter lugar. Tivemos que tomar medidas de contingências, elaborar um plano de saúde e segurança. Depois disso, chegamos à conclusão que de facto a feira iria ser possível. Mas mesmo assim havia muita resistência por parte das empresas, algumas não puderam participar por razões óbvias, dificuldades”.

Segundo Jorge Spencer Lima, a própria FIC tomou medidas para ajudar as empresas a participar.

“A Câmara de Comércio montou uma série de stands para pequenas e microempresas que ofereceu gratuitamente numa perspetiva de fazer a FIC chegar e ser o que é hoje. Qualquer pessoa que visite a feira hoje vê que de facto foi um enorme esforço da organização da FIC para que esta feira tivesse lugar. Estamos satisfeitos e esta FIC é um exemplo, é uma fronteira entre o antes e o depois. Significa que a retoma das atividades está num bom caminho e que juntos vamos conseguir ultrapassar essa fase difícil”.

O feedback é muito positivo já que, segundo Jorge Spencer Lima, as pessoas mostram-se contentes e satisfeitas.

“A FIC é um exemplo de que, provavelmente, voltamos à normalidade. Esse stand onde estamos a conversar é um stand da Mauritânia e é a primeira vez que uma empresa da Mauritânia vem a Cabo Verde participar na FIC e temos outras, da Áustria, portanto isso mostra que existe interesse e que de facto estamos num bom caminho para a retoma”.

Questionadas pelo Balai, algumas das empresas presentes na Feira Internacional de Cabo Verde também afirmaram que o evento superou as expectativas.

Segundo Dénia Cabral da Logoprint, uma empresa de publicidade, comunicação visual e design que participa pela primeira vez com uma stand na FIC, a experiência está a ser ótima.

“É a nossa primeira vez na FIC. Sempre estivemos por trás da montagem de stands, montamos cerca de 40 stands na FIC. Então é a primeira vez que surge uma oportunidade local para participar (…) A nossa empresa fica na Praia, mas trabalhamos com todas as ilhas (…) por acaso estão a surgir novas parcerias e está a ser ótima a experiência”.

É a segunda vez que Gisela Fortes, da marca Unique Biju, participa na FIC na cidade da Praia e salienta que é muito importante participar numa feira desta dimensão.

“Estou a achar a feira muito interessante. Fiquei contente porque muitas pessoas vieram nos visitar. Mesmo com a pandemia, as pessoas não se abalaram. Muitas empresas participaram do evento com a intenção de mostrar o que têm feito durante a pandemia. Então, isso é bom, e quer dizer que as pessoas já querem voltar à normalidade. Aprendemos muita coisa, aprendemos outra vez a gerir e a ter atenção nos investimentos que fazemos. Não podemos parar. A Feira Internacional de Cabo Verde abre portas, então acho que é muito bom participar num evento desta dimensão”.

Os visitantes deram nota positiva à FIC e mostraram-se contentes com a volta à normalidade.



Pela terceira vez na FIC, Stanick Barreto diz que a feira é um momento de troca de experiências e contactos. “No ano passado, não houve FIC e esta edição mostra que o governo já começou a dar passos para a retoma”. Já Luzito Veiga nunca perdeu uma edição da feira e diz que esta edição superou as suas expectativas. “Acredito que em tempos de pandemia a expectativa era que a feira tivesse menos stands, mas foi o contrário (…) para mim está interessantíssimo. Ainda não é a retoma à normalidade, mas é o início. As pessoas estão com força e estão a investir”.

Em forma de balanço, Jorge Spencer Lima diz que a FIC veio para ficar.

“Nós vamos voltar, a FIC veio para ficar e já mostrou o que é capaz de fazer. Já temos a data para a próxima edição que será na cidade do Mindelo e vamos continuar a apostar na FIC, mas agora na feira. A empresa FIC vai apostar em outras feiras sectoriais. Este ano vamos voltar a fazer a Expo Mar, a Feira do Turismo, Feira de Energias Renováveis, Feira do Automóvel. Temos programadas 10 feiras para 2022 para mostrar a vida, a retoma da FIC e das Empresas”.

Veja a entrevista em vídeo em cima.

 

(Artigo atualizado)

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