Jovens cabo-verdianos regressam ao concurso Robótica First Global Challenge a pensar no pódio

A equipa nacional que vai para a Grécia é formada por cinco estudantes do Mindelo com idades entre os 15 e os 17 anos.
Foto cedida

Cabo Verde vai marcar presença pela oitava vez no concurso de Robótica First Global Challenge, uma espécie de Jogos Olímpicos da Robótica, no qual o país participa desde 2017. O evento que desta vez acontece em Atenas, Grécia, de 26 a 29 de setembro, vai contar com a participação de cinco jovens cabo-verdianos com idades entre os 15 e os 17 anos. 

Segundo a mentora Deborah Vera-Cruz que é o ponto focal em Cabo Verde da First Global Challenge (FGC), a equipa nacional este ano é “formada por 5 alunos, sendo quatro meninos e uma menina, na faixa etária dos 15 aos 17 anos”. Dois dos jovens são alunos da Escola Salesiana Artes e Ofícios, outros dois da Escola Industrial e Comercial Do Mindelo e um único aluno que já concluiu o 12°ano na ESAO. Destes cinco, 2 alunos vão pela primeira vez e 3 já tinham participado em edições anteriores. 

“Este ano a equipa procura dar o seu melhor como sempre, entretanto gostaria de entrar no pódio pela primeira vez entre os 196 países competidores”, diz a mesma fonte que integra a comitiva cabo-verdiana juntamente com o mentor João Pinheiro que foi o primeiro professor a abraçar o desafio a nível nacional.

Depois de sete edições, duas das quais online, esta é a oitava participação de Cabo Verde no concurso que tem por objetivo fomentar o gosto pela tecnologia e robótica, bem como incentivar o intercâmbio entre os diferentes países. A competição tem como desafio a montagem de um robot a partir de um kit com peças enviadas previamente pela organização.

Segundo a interlocutora, “o robot construído este ano é bem mais consistente, responde melhor às expectativas e foi construído em menos tempo. Portanto, em termos técnicos a equipa já consegue trabalhar melhor e com menos apoio dos mentores, apesar de continuarem a ser supervisionados”.

Este ano, são 10 os alunos que estão a participar na construção do robot, sendo que cinco vão para o evento final juntamente com os mentores.

Para Deborah Vera-cruz, que acompanha a iniciativa desde 2018, a equipa nacional já está bem mais madura e acredita que manter alguns dos integrantes durante pelo menos três anos foi importante para que esse amadurecimento fosse possível. “Nas experiências anteriores em que a equipa era constituída apenas por novos elementos, o comprometimento e a performance foram abaixo do desejado”, explica.

Os alunos que já participaram neste concurso, “têm estado a inspirar novos alunos a se envolverem com a robótica e inclusive há sempre mais alunos na equipa do que os que conseguem viajar para a competição”, defende a mentora.

Na tarde desta sexta-feira, os alunos fizeram “uma apresentação do Robot, nas instalações do ISECMAR”, uma instituição que tem sido parceira do projeto, disponibilizando as suas instalações para  que a equipa pudesse trabalhar na construção do robot e preparação para o evento.

Fotos cedidas
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