Kady, Batukadeiras X, Banda Monte Cara, Djodje Almeida e Acácia Maior atuam no festival Jardim de Verão na Gulbenkian em Lisboa

Kady, Batukadeiras X, Banda Monte Cara e Acácia Maior são os nomes cabo-verdianos confirmados para o festival Jardim de Verão que acontece no Jardim Gulbenkian, em Lisboa, de 24 de Junho a 10 de Julho.

De acordo com informações divulgadas pela organização, o festival Jardim de Verão deste ano conta com uma programação transdisciplinar e ecléctica, com a curadoria de Lisboa Criola – Dino d’Santiago, onde se exploram vários caminhos de expressão artística e uma mostra de cinema ao ar livre.

Após um ano de pausa forçada pela pandemia da covid-19, o Jardim de Verão está de regresso, no palco do Jardim Gulbenkian com de 30 concertos e uma programação onde se vão “explorar vários caminhos de expressão artística contemporânea” que passam pela dança, performance, música, poesia e cinema.

A atuação de Kady está marcada para o dia 24 de Junho pelas 18:30, da Acácia Maior, grupo formado pelos músicos Henrique Silva e Luís Firmino, no dia 25 de Junho, também às 18:30, enquanto Banda Monte Cara (Alcides Nascimento, Leonel Almeida, Manuel Paris, Zé António e Toy Paris) tem a sua actuação agendada para 03 de Julho, às 17:00.

No dia 9 de julho está prevista a atuação do músico cabo-verdiano Djodje Almeida que neste concerto vai apresentar-se acompanhado por um trio de cordas, os Active Mess Trio.

O grupo Batukadeiras X, formado a partir da Orquestra de Batukadeiras de Portugal, composto por um conjunto de mulheres que, em 2019, foram convidadas para participar no single “Batuka”, de Madonna, partindo em digressão com a cantora norte-americana, actuam às 18:30 do dia 10 de Julho.

A organização explica que ao longo de três fins-de-semana, três palcos instalados no Jardim Gulbenkian vão acolher os concertos, com entrada livre, acompanhado da exposição “Europa Oxalá” e vem propor o “aprofundamento da reflexão sobre heranças, memórias e identidade que as obras dos 21 artistas, nascidos e criados em contexto pós-colonial, suscitam na exposição”.

Segundo o curador do ciclo de música, Lisboa Criola – Dino d’Santiago, no âmbito da exposição “Europa Oxalá”, o Jardim Gulbenkian recebe este verão uma mostra da Cultura Afro-Europeia, “onde a música terá um papel fundamental nesta narrativa que combate a ausência de corpos negros nos lugares de fala”.

“Sons que trazem as memórias rítmicas de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, da República Centro-Africana e da Gâmbia, casam com a eletrónica global, saem dos bairros sociais e cercam a capital portuguesa. Sonoridades que viajam do tradicional ao vanguardismo e transformam Lisboa numa das capitais mais crioulas da Europa”, frisou.

Além dos cabo-verdianos, entre os artistas que vão subir ao palco encontram-se nomes como Soluna (reggaeton/tarraxo), Nídia (afro tek), Berlok (afro trap), Buruntuma (afro house), Sílvia Barros (r&b), Mbye Ebrima (tradicional), Toty Sa’Med (afro/alternative), NBC (hip hop), entre muitos outros.

O programa cinema, que se realiza em seis sessões, contempla a exibição de “Article 15 bis” (2000), “Dansons” (2003), “La Parade de Taos” (2010), “Matongé” (2015), “Barbés” (2019), “Bab Sebta” (2019), “Karingana – Os mortos não contam estórias” (2020) e “Face au silence (2002–2014)”.

c/ Inforpress

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