Legislativas 2021/Sal: “Queremos levar para o Parlamento pessoas que defendem efectivamente a ilha”, diz cabeça-de-lista

O cabeça-de-lista da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), no Sal, diz que a candidatura quer levar para o Parlamento pessoas que defendem, “efectivamente”, a ilha e “não os partidos como se tem observado nos últimos anos”.
Cabeça-de-lista da União Cabo-verdiana no Sal

Liderada por Aldirley Gomes, especialista em turismo sustentável, a candidatura da UCID pelo círculo eleitoral do Sal conta com a arquitecta urbanista Cleissy Klapheck, a Selizia Ribeiro, assistente administrativo, Adilson Dias, contabilista, Mauro Vieira, professor, Maria Salomão professora, e o contabilista Lino Salomão, que é o mandatário.

Numa retrospectiva a nível da governação do País, falando concretamente da saúde, Aldirley Gomes diz que a ilha do Sal, “há muitos anos que desespera” para ter um hospital com dignidade, com condições técnicas e humanas para servir os salenses e o turismo.


“Uma ilha que tem tanta importância no cenário nacional precisa, sim, de um hospital à altura”, asseverou, abordando também, a questão da habitação, já que uma ilha que absorve bastante mão-de-obra por causa do turismo, daí precisar, conforme analisou, de um programa de habitação “sério, credível”.


“Pessoas que vêm trabalhar, dar o seu contributo para a ilha do Sal precisam encontrar um programa de habitação sério, credível, que permita pessoas construir as suas habitações de forma rápida e barata, sem ter que recorrer a construção de barracas, as quais se regista uma proliferação acentuada desse tipo de habitação”, lastimou.


Saltando para a questão da regionalização, Aldirley Gomes entende que o desenvolvimento só poderá acontecer de “dentro para fora”, compreendendo, neste particular, que a regionalização irá permitir isso.


“Para nós é claro que o desenvolvimento só acontece de dentro para fora. Isso significa que, com a regionalização, a ilha do Sal tem de ter capacidade de tomar decisões e implementá-las a partir de critérios específicos”, referiu.


Sublinhando esta parceria com a UCID, o activista do Grupo Independente – Sociedade em Acção para a Liberdade (SAL), pretendente à casa parlamentar, instiga o eleitorado a votar de forma consciente, dar um voto útil capaz de promover “a mudança que o País precisa”.


“Se tivermos um parlamento onde todas as forças políticas estão representadas, e nenhum partido com a maioria absoluta, de certeza que as decisões tomadas serão devidamente concertadas, que irão de facto impactar positivamente a vida de cada cabo-verdiano”, encarou.


Segundo Aldirley Gomes, se se quer ver, “finalmente”, Cabo Verde a alavancar uma via de desenvolvimento “é preciso” distribuir o poder que se delega às forças políticas.


“Dar um basta às maiorias absolutas. Precisamos fazer essa mudança. Isso está nas mãos de cada cabo-verdiano, de cada salense”, desafiou.


Hoje, domingo, os integrantes da lista da UCID, candidatos a deputados nacionais, foram de manhã à zona de Hortelã, reservando o período da tarde para contactos com a população em África 70/IFH.


Às legislativas do dia 18 para eleição de 72 deputados, em 13 círculos eleitorais, dos quais dez no País e três na diáspora, concorrem seis partidos – PAICV, MpD, UCID, PTS, PSD e PP.


PAICV, MpD e UCID concorrem em todos os círculos, PP em seis círculos (Santiago Sul, Santiago Norte, Boa Vista e os três da diáspora), PTS também em seis círculos (São Vicente, Santiago Sul, Santiago Norte e três diáspora), e PSD em quatro círculos (Santiago Norte, Santiago Sul, América e África).


As últimas eleições legislativas em Cabo Verde ocorreram no dia 20 de Março de 2016, tendo o Movimento para a Democracia (MpD) vencido com maioria absoluta, ao eleger 40 deputados, o PAICV 29 e a UCID três.

 

Inforpress/Fim

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