Legislativas 2021: TCV e RCV refutam acusação de discriminação ao PSD

O chefe de Informação da Televisão de Cabo Verde, Valdemar Pires, negou hoje que as estações públicas de rádio e televisão tenham discriminado, em algum momento, o Partido Social Democrático (PSD), conforme acusação do vice-presidente, José Rui Além.

Contactado a reagir a reagir, o director de informação da TCV, Valdemar Pires, esclareceu que o PSD foi convidado a todos os encontros de preparação dos debates das legislativas de 18 de Abril, realizado em conjunto com a Rádio de Cabo Verde (RCV), tendo José Rui Além participado apenas no segundo, e abandonado a sala antes da reunião terminar.

 

“O PSD foi convidado para as três reuniões. Na primeira não apareceu, na segunda saiu pouco antes do fim porque disse que estávamos em conluios e na terceira não apareceu”, disse adiantando que José Rui Além queria impor a sua participação nos debates, contrariando o regulamento.

 

Valdemar Pires disse que o documento que regula os debates entre os partidos políticos concorrentes às eleições legislativas, está em vigor desde 2011 e impõe que os partidos sejam representados pelos respectivos presidentes e não outro representante.

 

“Ele veio com o argumento que a Constituição da República lhe dá esse direito. De facto, a Constituição da República obriga que os partidos políticos tenham espaços para expor as suas ideias e propostas, mas não impõe o modelo do debate”, sustentou.

 

Por isso, afirmou que a direcção da TCV está tranquila e que aguarda com serenidade pela notificação da queixa à Comissão Nacional de Eleições (CNE), pois afirma que a estação pública de televisão está a fazer o seu trabalho com rigor e imparcialidade.

 

No que se refere à condenação que segundo representante do PSD a TCV foi alvo em 2016, na sequência de uma outra queixa apresentada pelo partido devido ao formato dos debates, Valdemar Pires disse que não corresponde à verdade.

 

“O regulamento esta em vigor desde 2011 e a TCV nunca foi condenada por fazer esse modelo de debate”, sustentou adiantando que foram definidos três debates. O primeiro que aconteceu este domingo com todos os partidos. O segundo terá lugar no dia 28 apenas com os partidos que não concorrem a todos círculos eleitorais e um terceiro agendado para 14 de Abril para os partidos que concorrem em todos os círculos.

 

Valdemar Pires aproveitou para esclarecer também que a ausência do Partido do Trabalho e da Solidariedade (PTS) no debate deste domingo, deveu-se ao não esclarecimento de quem era o legítimo substituto do presidente do partido, José Augusto Fernandes, que se neste momento se encontra incapacitado.

 

“Nós pedimos uma acta do Conselho Nacional que comprova que de facto Romeu di Lurdis estava indicado para substituir o presidente. Ao invés disso nos trouxeram uma cópia do estatuto do partido e documento com algumas assinaturas sem o devido reconhecimento, indicando Cláudio Sousa para o debate. Submetemos esse documento para apreciação dos partidos que recusaram”, explicou.

 

O director da RCV, Nélio dos Santos, também negou as acusações e disse que também aguarda pela notificação da CNE.

 

O PSD apresentou candidatura para cinco dos 13 círculos eleitorais, designadamente Santiago Sul, Santiago Norte e os círculos da diáspora (África, América e Europa e resto do Mundo). Até este momento conseguiu a aprovação apenas do círculo de Santiago, África e América. A candidatura da Europa foi rejeitada e o partido aguarda ainda pela decisão de um recurso ao Tribunal Constitucional sobre a lista de Santiago Norte que foi rejeitada pelo Tribunal de Comarca.

 

Já o PTS apresentou candidaturas em seis círculos: Santiago Sul, Santiago, Norte, São Vicente e os círculos da Diáspora. Todas foram aprovadas.

 

Inforpress/Fim

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