Legislativas2021/Santiago Sul: PTS alerta as pessoas de que se não forem votar a democracia é que fica a perder

O cabeça-de-lista do Partido do Trabalho e da Solidariedade (PTS) para Santiago Sul alertou hoje às pessoas de que se não forem votar, neste domingo, a democracia é que ficará a perder e o parlamento ficará “desequilibrado.”

Durante a sua acção de campanha pela Achada Grande Frente, Carlos Lopes encontrou com muitas pessoas que estão desacreditadas da política e preferem não votar nas eleições legislativas deste domingo, 18.

Para o candidato a deputado, a “força da abstenção está na fraqueza da governação” e quando as pessoas não se sentem identificadas e representadas pensam que a alternativa está na “vingança”, ou seja, deixar de exercer os seus direitos de voto.


“O nosso trabalho é de os esclarecer de que quanto menos forem para a urna mais a democracia sofre, o Parlamento fica desequilibrado, as políticas públicas ficam afectadas. Portanto, queremos sensibilizar as pessoas e esclarece-las que precisamos mais do que votos, precisamos de participação”, esclareceu.


Carlos Lopes defendeu ainda que quando se envolve mais nas eleições, as pessoas acompanham “mais a governação”, estarão mais dentro do assunto e “melhores capacitados” para tirarem as suas conclusões e para depois irem votar com “mais consciência”.


O cabeça-de-lista do PTS está ciente de que esta luta não é fácil, mas como jovem e cidadão diz estar empenhado em assumir cada vez mais a sua responsabilidade de lutar para a mudança.


“É uma esfera que está blindada, bem controlada, e que qualquer outra estrutura que surge é vista como uma ameaça” criticou.


Para Achada Grande Frente, uma localidade onde a maioria dos moradores vive da pesca, o candidato do PTS defendeu uma aposta forte neste sector.


A capacitação dos jovens para formalizar e organizar este sector, mais investimentos nos navios de captura, aposta na conservação do pescado, são algumas propostas do PTS.


Ainda para esta localidade, Carlos Lopes defendeu uma aposta no turismo comunitário, na criação de miradouros e em espaços de lazer.


“Estamos a falar de uma localidade que tem outras necessidades sociais e precisa de muitas intervenções, porque temos jovens aqui que sonham bastante, com objectivos bonitos, mas que muitas vezes acabam por desistir e desviam por causa de ausência de governação e também ausência de certos projectos comunitários que são exigidos aqui”, rematou.


Às legislativas do dia 18 para eleição de 72 deputados em 13 círculos eleitorais, dos quais dez no País e três na diáspora, concorrem seis partidos – PAICV, MpD, UCID, PTS, PSD e PP.


PAICV, MpD e UCID concorrem em todos os círculos, PP em seis círculos (Santiago Sul, Santiago Norte, Boa Vista e os três da diáspora), PTS também em seis círculos (São Vicente, Santiago Sul, Santiago Norte e três diáspora), e PSD em quatro círculos (Santiago Norte, Santiago Sul, América e África).


As últimas eleições legislativas em Cabo Verde ocorreram no dia 20 de Março de 2016, tendo o Movimento para a Democracia (MpD) vencido com maioria absoluta, ao eleger 40 deputados, o PAICV 29 e a UCID três.


Inforpress/Fim

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