Lusa passa a disponibilizar conteúdos às rádios comunitárias e receber estudantes cabo-verdianos para estágios

A Agência de Notícias de Portugal (Lusa) vai passar a disponibilizar conteúdos às rádios comunitárias de Cabo Verde e receber estudantes de jornalismo para estágios curriculares na delegação em Cabo Verde e na sede, em Lisboa.

Esses são os resultados da assinatura de um protocolo de cooperação com o Governo de Cabo Verde e um memorando de entendimento com a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) , assinados na tarde desta sexta-feira, 12, na cidade da Praia.

Para o presidente da Lusa, Joaquim Carreira, essas acções enquadram-se dentro da estratégia de cooperação que a Agência de Noticias de Portugal está a ter com os países de língua oficial portuguesa.

“Acho que é um novo virar de páginas. Temos aqui algumas questões de aprofundamento das relações claras e muito objectivas, nomeadamente a nível dos estágios, de apoiar as rádios locais e apoio ao combate à desinformação, que é uma das áreas que são muito importantes para nós”, disse.

Joaquim Carreira sublinhou que existem várias estirpes de desinformação, pelo que urge o seu combate permanente, com uma informação muito cuidada, muito rigorosa e muito independente.

“Não podemos menosprezar essa situação que põe mesmo em causa a democracia. Por isso, fazendo também valer toda a experiência que a Lusa foi adquirindo ao longo dos anos e ao longo de tudo que se passou entre as nas nossas redações, é mais um sinal vital do interesse que a Lusa tem em colaborar, estreitar e criar pontes e solidificar os nossos objectivos”, realçou.

O protocolo assinado com o Governo prevê, para além do apoio às rádios comunitárias e a realização de estágios curriculares, a formação contínua de profissionais de comunicação social e a participação da Lusa em seminários e conferências internacionais sobre temas candentes a nível da comunicação social como por exemplo o combate àdesinformação e literacia mediática.

Para o secretário de Estado-Adjunto do Primeiro-ministro para Comunicação Social, Lourenço Lopes, este protocolo, que foi assinado no final de uma formação promovida pela Agência Cabo-verdiana Noticias (Inforpress), coordenada pela Lusa, é mais um passo na construção de um ambiente de diálogo, abertura e confiança que o Governo quer com a classe jornalística e todos os órgãos da comunicação social públicos e privados.

“Definimos que a questão da formação é essencial e hoje não se pode falar num jornalismo de qualidade sem uma adequada e consistente formação aos jornalistas”, sublinhou.

Lourenço Lopes indicou ainda que se está a dar um sinal “muito claro” em como o Governo quer que o sector da comunicação social esteja no centro da agenda política para que realmente Cabo Verde continue a afirmar-se como uma referência em matéria de liberdade de imprensa no mundo.

“Quando este protocolo se dirige por exemplo às rádios comunitárias é de um alcance muito grande porque quem fala em rádios comunitárias fala no quotidiano das populações, fala na cultura das populações, no acesso à informação, que são questões fundamentais no funcionamento do Estado de direitos democrático”, disse.

No que se refere ao estágio curricular, o protocolo prevê o acolhimento pela Lusa de seis estudantes, divididos em dois grupos de três, na delegação da Praia, e na sequência da avaliação dois serão selecionados para um estágio de três meses em Lisboa.

Para a reitora da Uni-CV, Judite de Nascimento, esse memorando assinado hoje é um primeiro passo nesta parceria que se espera venha a ser “robusta e diversificada”.

Os documentos foram assinados na cerimónia de encerramento da formação de capacitação em jornalismo, promovida (Inforpress, coordenada pela Lusa e contando com as parceiras do Instituto Camões e do Governo de Cabo Verde e contou a presença do embaixador de Portugal em Cabo Verde, António Albuquerque Moniz.

Inforpress

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest