Mais de metade da população cabo-verdiana consome álcool, diz governante   

O secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Evandro Monteiro, revelou hoje que mais da metade da população cabo-verdiana consome álcool, sendo que destes quase 8 por cento (%) faz uso diariamente e 2% são mulheres.

O governante avançou esses dados à imprensa após presidir a abertura do seminário sob o lema “Enfrentar os desafios da droga nas crises sanitárias e humanitárias”, a decorrer na Praia, no âmbito do Dia Mundial Contra o Uso Abusivo e o Tráfico de Drogas, assinalado a 26 de Junho.

“Segundo os dados do II Inquérito Nacional sobre os Factores de Risco das Doenças Não Transmissíveis, 45% da população adulta referiu ser consumidor actual de bebidas alcoólicas, sendo 62,3% destes homens e 26,9% mulheres. De referir que mais de 7% da mesma população consome quase todos os dias ou diariamente sendo que aproximadamente 2% desta, são mulheres”, disse.

Para fazer frente a este fenómeno, Evandro Monteiro assegurou que a estratégia segue as diretrizes globais, mas com especificidades a ser salvaguarda, visto que são casos de mulheres chefes de família, salientando ainda que nesta condição o fenómeno do consumo do álcool associa-se sempre a outros males e patologias decorrente do uso da bebida.

Ainda, neste domínio, referiu sobre o aumento do consumo nos adolescentes, assegurando que a promessa do primeiro-ministro quanto a casa de recuperação para meninas, além de ter sido constatada, deve ser trabalhada para que aconteça.

Evandro Monteiro, que reconhece que o Ministério da Saúde vem trabalhando há muito para criar melhores e mais condições para os cuidados, informação e prevenção nesta matéria, além da casa de recuperação deve-se também trabalhar a consciencialização dos consumidores e na resposta que o sistema pode oferecer para o problema.

Em Cabo Verde, o álcool se afigura como uma das principais drogas legalmente consumidas, representando um factor condicionante para o desenvolvimento do país e que acarreta grandes preocupações para as famílias e para as autoridades nacionais.

Inforpress

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