Manifestação “Basta – Brava també é Cabu Verdi” adiada para quarta-feira

Os promotores da manifestação “Basta – Brava també é Cabu Verdi”, na Brava, adiaram a sua realização para a próxima quarta-feira, dia 17, por coincidir com a cerimónia fúnebre da Irmã Lulucha, marcada para terça-feira às 16 horas.

A marcha estava inicialmente marcada para esta terça-feira, 16, na Brava e na cidade da Praia, mas com o funeral da Irmã Lulucha, da Congregação das Irmãs Franciscanas, o grupo de promotores lançou um comunicado nas redes sociais informando de que a manifestação na Brava seria mudada, tendo em conta a pessoa que a Irmã Lulucha foi.

“Irmã Lulucha foi uma pessoa muito especial e carinhosa e por isso ela não merece ser levada à sua última morada no meio da agitação de uma manifestação”, disse Verónica Martins, num vídeo publicado no Facebook, pedindo desculpas e compreensão por parte da população pela mudança.

Igualmente, pediu a participação de todos no dia 17, com partida marcada para às 14 horas, na manifestação, que terá como lema “Basta! Brava tambe é Cabo Verde”, e pretende demonstrar “o descontentamento e a insatisfação” do povo bravense diante dos diversos problemas que tem vindo a enfrentar nos diversos sectores.

Em declarações à Inforpress, Carlos Martins, membro do grupo de promotores deixou claro que a marcha “não possui nenhum interesse partidário”, mas sim objectiva apelar a uma maior sensibilidade dos governantes, quer locais, quer centrais, para “acudir a voz e o clamor” do povo bravense.

Esta manifestação está a ser organizada em decorrência da morte do jovem Djonny, no passado dia 01, que, segundo este membro da organização, veio mais uma vez “colocar a nu” os problemas da ilha, principalmente a nível das condições de saúde e de transporte.

Daí, reforçou, os bravenses querem relembrar ao Governo que a ilha existe, ela é povoada e, sendo assim, “merece um tratamento diferente e digno”.

“Queremos levantar a voz e pedir melhores condições de saúde, de transporte e de tudo que o ser humano necessita para viver com dignidade e segurança”, concretizou o porta-voz, que acrescentou que os bravenses necessitam de um barco no porto da Furna, para “uma maior segurança”, e também “melhores equipamentos” de saúde para garantir “maior segurança” ao povo da ilha.

Além da sociedade civil, Carlos Martins pediu a participação das entidades públicas e privadas da ilha, pois, conforme sublinhou, esta é “a única forma de unir a voz e lutar por algo nobre” que a ilha merece.

Além da Brava, a manifestação já foi realizada nos Estados Unidos da América, ontem dia 14, onde há uma comunidade de bravenses emigrados, e na cidade da Praia está agendada para o dia 16, amanhã as 14:00, que coincidiria com a que vai ser realizada na Brava, mas que, no entanto, foi alterada.

Nesta ilha, evidenciou, a intenção é percorrer as ruas de Nova Sintra, com paragem à frente da Câmara Municipal da Brava e da Delegacia de Saúde, para demonstrar o “descontentamento” para com a situação vivida na ilha.

No mês de Março de 2019 já tinha sido realizada uma manifestação semelhante, também reivindicando melhores condições de saúde e transporte, na altura a vítima tinha sido uma parturiente.

Inforpress

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