Ministro diz que abandono de elementos “é sempre uma preocupação” na Polícia Nacional

O ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, disse hoje que o número de efetivos na Polícia Nacional (PN) nunca será suficiente, tendo em conta a demanda, reconhecendo que o abandono “é sempre uma preocupação”.

“Nunca será suficiente [o número de efetivos] tendo em conta a demanda, mas é aquilo que é possível neste momento. É também aquilo que é possível em termos de capacidade da própria escola de polícias. A formação é feita em regime de internato, logo a escola tem um limite neste momento de 132 alunos”, disse.

Segundo o ministro, que falava à imprensa após sair de uma audiência com a Comissão Especializada do Parlamento para Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos, Segurança e Reforma do Estado, a propósito da aprovação do Orçamento de Estado para 2023, o importante é haver um programa de formação e de ingresso contínuo porque as saídas são também contínuas.

“Temos aposentações todos os anos em grande número e, portanto, estar a repor por um lado e também garantirmos o rejuvenescimento da corporação, garantirmos mais energia porque é uma profissão bastante desgastante”, disse.

Ainda nas suas declarações, Paulo Rocha afirmou que o abandono “é sempre uma preocupação”.

“Nós temos muitos abandonos, particularmente nalgumas ilhas. Na Ilha do Fogo, por exemplo, nós perdemos muitos efetivos para emigração. Mas o grosso tem que ver com aposentações, é um processo normal, por isso temos de ser capazes de poder fazer ingressar novos efetivos”, disse.

Inforpress

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