Ministro participa em Simpósio sobre Água em modo de preparação da Conferência sobre Água de 2023

O ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, participou ontem, dia 27, em Lisboa, num Simpósio de Alto Nível sobre Água, que considerou ser uma preparação da Conferência das Nações Unidas sobre Água que acontece em 2023.

O governante fez essa afirmação em declarações à imprensa cabo-verdiana, no final do simpósio que aconteceu à margem da segunda Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, organizada por Portugal, em conjunto com o Quénia, que decorre de hoje e até o dia 01 de Julho, no Altice Arena, em Lisboa, com a participação de 7.000 pessoas, entre elas representantes de 140 países, alguns ao mais alto nível.

“O simpósio teve três mesas-redonda, em todas elas foram discutidas questões que têm a ver com uma maior interação entre os objetivos 6 e 14 do Desenvolvimento Sustentável e também serviu como uma espécie de processo de preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Água que vai acontecer em 2023”, disse.

Segundo ele, globalmente, das discussões do encontro, as principais ideias que saíram têm a ver com o reforço da participação, da articulação entre as instituições, dos incentivos e da necessidade de fazer uma ligação de forma “muito forte” entre os dois objetivos, tendo em conta que um contribui para o outro.

“Cabo Verde faz esta ponte, naturalmente, através da dessalinização da água, porque tiramos a água do mar, dessalinizamos, usamos e depois tratamos, e na maior parte das vezes, injectamos de novo ao mar, por isso, precisamos efetivamente de trabalhar no sentido de economia circular”, referiu.

Para a Cimeira das Nações Unidas sobre a Água, Gilberto Silva garantiu que Cabo Verde está a preparar-se como tem feito para todas as cimeiras neste domínio, porque o País tem o desafio da água que é “muito grande”.
“Temos que trabalhar muito fortemente, tanto em termos de governança, como no que tange aos investimentos e si, e as modalidades de financiamento, no sentido de facto de diversificamos as formas de mobilização de recursos para os investimentos que precisamos”, frisou.

O ministro da Agricultura e Ambiente aproveitou o simpósio para partilhar com a plenária a experiência de Cabo Verde, sobretudo sobre a governança da água, o estabelecimento de parcerias a nível nacional e local, os instrumentos de planeamento de Cabo Verde e as medidas de melhoria de todo o quadro legislativo institucional existente.

Depois de há cinco anos ter decorrido em Nova Iorque a primeira Conferência dos Oceanos, Portugal, em conjunto com o Quénia, organiza o segundo encontro, sob o lema “Salvar os Oceanos, Proteger o Futuro”.

O evento de cinco dias reúne políticos, entre os quais 25 chefes de Estado e de governo e uma centena de ministros, pelo menos 38 agências especializadas e organizações internacionais, quase 1.200 organizações não-governamentais e outras entidades, mais de 400 empresas e centena e meia de universidades.

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, chefia uma delegação que para além do ministro da Agricultura e Ambiente, inclui o ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, Rui Figueiredo Soares, e o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas e ministro do Mar, Abraão Vicente.

O tema geral “Reforçar a ação oceânica com base na ciência e na inovação, para a implementação do ODS 14 – Conservar e utilizar de forma sustentável os oceanos, os mares e os recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável”.

Inforpress

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