MpD considera abertura de embaixadas e consulados como compromisso de renovar cooperação com África

O vice-presidente do grupo parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD-poder) avançou hoje que as acções do Governo de abrir embaixadas em países africanos reflectem o compromisso de renovar a integração e cooperação com o continente.

Euclides Silva ao proferir a declaração política do partido no último dia do segundo debate ordinário do mês de Maio, sublinhou que o Dia Mundial da África representa a luta pela unidade, independência e emancipação da África, desejo do continente em ser responsável pelo seu próprio destino.

O deputado disse que o partido reafirma o seu compromisso para com os ideais de uma África unida e próspera, acentuando que com o regresso do MpD ao poder, reforçou-se os laços com a África, tomando medidas estratégicas que estão a redefinir a sua posição no continente.

Conjuntamente com os desafios, realçou que o continente tem recuperado cada vez mais a sua dignidade, conseguindo tomar as rédeas do próprio destino, promovendo a paz e removendo obstáculos que têm impedido o seu progresso.

“A verdadeira afirmação da África exige uma nova atitude colectiva dos africanos que implica uma responsabilidade clara tanto a nível regional como global. Devemos nos apropriar de ferramentas eficazes que ajustem a nossa realidade e condições específicas criando oportunidades significativas” aconselhou, evidenciando que cabe agora às regiões investir num ambiente de paz e estabilidade político-social.

Segundo o deputado, o continente deve prosseguir os objectivos realistas que conduzem ao desenvolvimento sustentável com efeito positivo e abrangente para todas as camadas da população, bem como criar condições para que os valores universais da liberdade e da democracia sejam plenamente integrados no processo de desenvolvimento e realização pessoal.

“É tempo de fazer escolhas e estabelecer paradigmas que correspondam às aspirações das sociedades africanas, com compromissos que resultem em projectos de sensibilidade social e impacto económico melhorando a qualidade de vida e fortalecendo a autoestima das populações” defendeu.

Disse que Cabo Verde como nação africana, tem procurado alinhar nesta dinâmica contribuindo para segurança, paz e estabilidade enquanto gera recursos essenciais para o próprio desenvolvimento, assim como do continente.

Durante largos anos, salientou que o País esteve de “costas voltadas” para o continente, distante e desconectado, sublinhando que após o golpe de estado de 1980 colocou-se fim ao utópico projecto de unidade entre Cabo Verde e Guiné.

Isto, ressaltou, evidencia que durante a governação do PAICV houve uma “negligência clara” em relação à África sem que se promovesse o fortalecimento da integração continental do arquipélago.

Euclides Silva elucidou que a viragem da página aconteceu em 2016 com o regresso do MpD ao poder, com abertura de uma embaixada na Nigéria e nomeação de um embaixador residente, embaixada junto da União Africana em Adis Abeba, e pela primeira vez, a abertura de uma embaixada na Guiné Bissau e nomeado um embaixador em São Tomé e Príncipe.

Acções que simbolizam, no seu entender, um compromisso renovado do Governo de integração e cooperação com a África.

Inforpress

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