MpD diz que País tem conseguido reagir às sucessivas crises e acusa PAICV de não aceitar atual contexto

O vice-presidente da bancada parlamentar do Movimento para Democracia (MpD-poder) disse ontem, dia 26, que, graças às políticas do Governo, o País tem reagido bem às sucessivas crises e acusou o PAICV de não querer aceitar o atual contexto.

Luís Carlos Silva fez estas declarações à imprensa, à margem de um encontro com a Câmara de Comércio de Sotavento (CCS), no âmbito da preparação do debate sobre o estado da Nação que se realiza no dia 29 de Julho.

“Os dados mostram que se as medidas não tivessem sido tomadas, nós teríamos agora uma inflação aproximada de 20%. Com as medidas, a inflação está em 8.1%. Os dados também nos mostram que o País já está a recuperar, há uma dinâmica positiva que tem como os motores principais o comércio, o turismo e a exportação, portanto, existem problemas, problemas são vários, mas estamos num contexto de retoma, o País está a conseguir reagir mesmo neste quadro de crise sucessiva. Não é uma, não são duas, são três crises que estamos a enfrentar”, disse.

Luís Carlos afirmou ainda não haver dúvidas de que se está a presenciar aquilo que se presenciou no início da pandemia, ou seja “a negação” do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição), que, frisou, não aceita o contexto, desviando-se do contexto.

“Há um contexto internacional que impacta o País, a inflação a nível da zona euro por Cabo Verde está a volta dos 8.1%, portanto isso confirma a nossa tese de que a inflação é importada, mas o PAICV prefere dizer que a inflação é consequência políticas do Governo, que é consequência do Orçamento do Estado 2022, quando, na verdade, o PAICV deveria estar focado nas medidas que o Governo desenhou para proteger a economia e as empresas e não concordando apresentar medidas alternativas”, ressaltou.

Questionado se o atual Estado da Nação é ou não favorável e diferente da situação do ano passado, Luís Carlos Silva respondeu que a Covid-19 teve um “impacto brutal”, assumindo-se como “a pior crise do século”, pelo que ainda se está a recuperar dessa crise e também se está a sentir os impactos da guerra na Ucrânia.

“Uma guerra que, a nível de consequências económicas, é, do nosso entendimento, muito maior do que as consequências da Covid-19”, disse.

Inforpress

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