Museu do mar volta a estar aberto aos mindelenses e visitantes como forma de preservar a história – PM

A Réplica da Torre de Belém, que alberga, no Mindelo, o Museu do Mar, reabriu desde ontem, dia 23, para os mindelenses e visitantes que podem conhecer assim parte da história de Cabo Verde.

O ato de reinauguração aconteceu na tarde de hoje e foi presidida pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, que ressaltou o facto de “Cabo Verde ser uma nação com história e a réplica da Torre de Belém é parte dessa história”.

Segundo a mesma fonte, deve-se transmitir aos jovens a mensagem de “ficarem em paz com a nossa história, mas, contá-la por completo”, sabendo de antemão que “o cabo-verdiano não precisa estar à procura de onde vem porque já conhece as suas raízes”.

Ulisses Correia Silva assegurou que o “pequeno acto” de reinauguração da primeira fase das obras de reabilitação “é muito mais do que um edifício, mas sim no seu interior detém também objectos que falam da história cabo-verdiana”, asseverou referindo-se à inauguração da exposição temporária “Cabo Verde nas Rotas do Atlântico: Um olhar através da Arqueologia”, que a infra-estrutura recebe no momento.

De acordo com informações do Ministério das Indústrias Criativas, as obras, que decorriam desde Setembro, visaram “reparar as anomalias patológicas do edifício e aumentar a vida útil do edifício”, no centro da cidade do Mindelo, de “grande valor histórico”, garantindo “a sua funcionalidade e modernização e preservando o seu valor histórico, cultural e arquitetónico”.

A intervenção está orçada em cerca de 8,5 milhões de escudos resultante de um protocolo tripartido entre o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através do Instituto do Património Cultural, o Ministério do Mar, pelo Fundo Autónomo das Pescas, Direcção Nacional das Pescas e Aquacultura, e o projecto de arqueologia subaquática da região da Macaronésia “Margullar”.

Conforme o presidente do Instituto do Património Cultural (IPC), Jair Fernandes, também presente no acto de reabertura, a remodelação ainda contempla uma segunda fase, financiada pelo Banco Mundial num valor de “quase 200 mil dólares” (cerca de 200 mil contos), abarcando a estrutura e ainda uma requalificação do espaço ao redor.

Localizado entre o Mercado de Peixe e a Praia dos Botes, em plena Avenida Marginal, o monumento centenário foi construído em 1920 pelos portugueses, para ser uma réplica da fortificação original, edificada entre 1514 e 1519, em Lisboa.

Instalado inicialmente para funcionar como sede da Capitania dos Portos, mais tarde assumiu outras funções, tendo o porão servido para cárcere para os pequenos delitos relacionados com o mar e os anexos como moradia do capitão-mor, que depois receberam os arquivos da capitania.

Na década de 1980 funcionou como sede da empresa Scapa, que era uma empresa pública criada precisamente para apoiar a pesca artesanal, teve um período praticamente sem uso, até ser recuperado em 1997, no âmbito da cooperação entre Portugal e Cabo Verde.

Desde 2015 que o edifício recebe o Museu do Mar.

Inforpress

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