O maior desafio da Televisão Digital Terrestre é a sustentabilidade, dizem entrevistados

A sustentabilidade foi hoje apontada como o maior desafio da Televisão Digital Terrestre (TDT) que, para continuar a combater zonas sombras e levar televisão a casa de todos os cabo-verdianos, deve conseguir mais financiamento.

A afirmação é do Provedor de Justiça e do presidente da Cabo Verde Broadcast em declarações à imprensa após um encontro mantido, entre as partes, para dialogarem sobre o caminho percorrido pela empresa e os problemas de zona de sombra existente em várias ilhas e municípios do país.

“O maior desafio é o financiamento, pois recebem do diploma da taxa recolhida pela Electra 20% do dinheiro recolhido, enquanto que a TCV recebe 70% e a Electra fica com 10%. A interferência que se tem feito, de vez em quando nestas taxas, têm dificultado”, disse afirmando que o maior problema se prende com a “sustentabilidade”.

Em declarações à imprensa, o Provedor da Justiça afirmou que os problemas que têm a ver com a zona de sombra no município de São Nicolau, mais concretamente na Fragata, serão resolvidos brevemente com a deslocação de uma equipa, assim como no Tarrafal de São Nicolau.

O Provedor da justiça, José Carlos Delgado, recebeu informações sobre a instalação de um centro na Lomba Tantum (Brava) e em Chã das Caldeiras (Fogo).

Na Ilha de Santiago, segundo disse, vai ser instalado um centro em Lebrão dos Engenhos (Santa Catarina) visando cobrir várias zonas sem sinal e em Saltos para resolver-se o problema de sinal em algumas ribeiras.

“Estas medidas são boas para o cidadão que, em pleno século 21, ainda não vê televisão”, sublinhou, ressaltando a continuação da política social de distribuição de “box”, por parte da empresa, às pessoas mais carenciadas em algumas localidades.

Neste âmbito, sublinhou, ter saído da visita sentindo-se “gratificado” já que a empresa tem um sinal de TDT que abrange oito canais nacionais e seis internacionais.

O presidente da Cabo Verde Broadcast, Luís Ramos, realçou que o plano da empresa vai no sentido da resolução das zonas sombras.

“No mês passado foi implementado um centro em Chã das Caldeiras, Fogo, e esta semana entrou em funcionamento um centro na zona de Lomba Tantum, ilha Brava. Aos poucos vamos trabalhando para eliminar as zonas sombra que ainda persistem”, assegurou, apontando a existência de projetos que vão começar na Ribeira de Saltos até Santa Catarina e em Librão dos Engenhos.

Referiu ainda aos trabalhos a serem efetuados em Santo Antão, cumprindo a ambição da empresa de reduzir as zonas sombra a nível nacional, a expansão dos canais internacionais, apesar de a aspiração e aposta da

Cabo Verde Broadcast seja de aumentar os canais nacionais para expandir a realidade cabo-verdiana.

Para Luís Ramos, o maior problema da expansão e ataque às zonas sombra é o investimento, pelo que a empresa, com os recursos que possui, 20% da taxa, cerca de seis mil contos mensais, não consegue dar vazão aos desafios.

Destacou ainda, que a empresa vai começar a cobrar uma taxa aos operadores breve e de forma gradual.

A TDT tem como maior desafio o financiamento, visto que o diploma da taxa recolhida pela Electra recebe 20%, enquanto que a TCV recebe 70% e a Electra fica com 10%.

O Provedor de Justiça, no âmbito das suas atribuições de promoção e proteção dos direitos sociais, bem como a educação para a cidadania, tem procurado criar diálogos com diversas entidades públicas e organizações da sociedade civil, com o objetivo de uma atuação conjunta.

Inforpress

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