ONUDC confirma “aumento do número de casos de crimes cibernéticos” em Cabo Verde

A coordenadora do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (ONUDC) revelou hoje que houve “um aumento do número de casos de crimes cibernéticos” no País, daí a necessidade de intervenção na prevenção e no seu combate.

Cristina Andrade falava à imprensa momentos antes da abertura da uma ação de formação em matéria de prevenção do cibercrime para professores do ensino secundário da região Sotavento juntamente com os da ilha de São Nicolau.

A formação visa sensibilizar os professores para a prevenção da cibercriminalidade e a utilização segura da Internet, bem como reforçar o conhecimento sobre as ameaças proporcionadas pelo cibercrime e as medidas a serem tomadas caso se concretizem.

“A ONUDC no seu relatório mundial publicou recentemente que de facto houve um aumento de crimes online em Cabo Verde e os criminosos aproveitam o facto de as pessoas estarem mais conectadas para cometerem esses crimes”, frisou a mesma fonte, para quem Cabo Verde já tem “sinais claros” que clamam por “um trabalho intensivo” de prevenção e combate a este tipo de crime.

Por isso, a coordenadora do Escritório das Nações Unidas sobre as Drogras e Crime, sublinha que esta formação veio dotar os professores do ensino secundário das ferramentas necessárias para terem uma atitude pro-activa em termos de crimes cibernéticos como a exploração sexual, a pornografia, o terrorismo e, sobretudo, de prevenir para que os adolescentes façam “um bom uso” da internet.

Ainda Cristina Andrade acrescentou que para combater esses crimes, há que ter também uma educação, uma sensibilização dos educadores formais que são os professores e também a nível dos informais desde os pais e os encarregados da educação.

Nesta formação, conforme a mesma fonte, vão retratar o que é um crime online, o que isto representa a nível da saúde das crianças e adolescentes, o que isto representa também a nível da paragem do desenvolvimento dum país, como ter um conhecimento consolidado, e como agir de uma forma eficiente e rápida para acionar os serviços competentes de investigação e o que o professor pode fazer no momento do acontecimento.

“Para não deixar expandir este tipo de crime ou vendo uma criança ou adolescente como orientá-lo, para poder auto proteger-se e pedir apoio e também trabalhar para antecipar qualquer problema que ainda não aconteceu”, concretizou a coordenadora da ONUDC.

Por seu turno os professores e diretores da inclusão social e promoção da Cidadania, das escolas secundárias Teixeira de Sousa e Cova Figueira, Ademiro do Rosário, e Lourena Fernandes, consideraram que esta formação veio enriquecer a forma de como acompanhar melhor os adolescentes, sobre o que fazem na Internet.

Além disso, conforme sublinharam, vai trazer uma “melhoria enorme” aos professores, no sentido de poder ajudar e alertar os alunos sobre os crimes online e quando acontecem como lidar com isto, porque muitos pais não acompanham os seus filhos quando estão na internet e o que fazem.

A realização dessa formação resulta de uma parceria entre o Ministério da Educação e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (ONUDC), no âmbito do Programa Global do ONUDC sobre Cibercrime, que decorre hoje e terça-feira, 22.

C/ Inforpress

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