PAICV acusa Governo de “atacar, sufocar e competir” com autarquias da região de Santiago Sul

A Comissão Política Regional de Santiago Sul do PAICV acusou o Governo de “atacar, sufocar e competir” com as autarquias de Santiago Sul, afirmando que devia assumir sua responsabilidade para projetar a região para novos patamares de desenvolvimento.

A denúncia foi feita na manhã de hoje pelo presidente da Comissão Política Regional de Santiago Sul (CPRSS) do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Carlos Tavares, em conferência de imprensa sobre a actual situação que se vive na região e o estado da implementação dos compromissos assumidos durante as campanhas eleitorais.

Sendo Santiago Sul a maior região demográfica e económica do País com cerca de 170 mil pessoas, considerou que o estado actual é marcado por estrangulamentos para os quais o Governo “não dá respostas”.

“Expressões da boca do povo como ‘luz dja bai’, ‘agu ka sta’, ‘dja dadu casubody’, ‘kusas dja ka subi’, ‘trabadjo ca tem’ e ‘voo dja cancelado’ representam os sentimentos das pessoas em relação a sua vivência real na região”, apontou o presidente que disse que perante esta realidade o Governo “não dá atenção devida” a essas questões.

Segundo Carlos Tavares, o executivo de Ulisses Correia e Silva está ”sem visão, estratégia, política, investimentos e sem vontade” de fazer algo para as populações da Praia, São Domingos e Ribeira Grande de Santiago.

Para o PAICV, passados quase sete anos de governação, o Governo do MpD “não construiu as infra-estruturas económicas e sociais prometidas” para a região a nível da saúde, indústrias, transportes e mar, “abandonou e enganou” os jovens, “não há nada estruturante nem sustentável” para o sector do mar, agricultura, turismo e agronegócio.

Por outro lado, disse que o fornecimento de energia eléctrica está “deplorável” e o abastecimento de água para consumo humano, seja para agricultura, bem como o acesso à rede de esgotos, são problemas que ainda “continuam críticos” em muitas localidades.

A resposta do Governo para essas questões, segundo o presidente da CPRSS, tem sido “vamos fazer”, “está equacionado”, ou seja, “um refogado de promessas, propagandas e de anúncios” numa “demonstração inquietante do fracasso e falhanço” do Governo.

A juntar a isso, juntou o alegado ataque do Governo às câmaras municipais da Praia, São Domingos e Ribeira Grande de Santiago, e a dita parceria estratégica tem ficado “apenas no discurso”.

“Em vez de ajudar tem optado pela perseguição, condicionamento, simulações joguinhos, bloqueio e desrespeito a autonomia das câmaras que foram legítima e democraticamente eleitos pelo povo”, referiu a mesma fonte.

Segundo Carlos Tavares, é preciso que o Governo tenha vontade de somar nos esforços de desenvolvimento para ajudar a resolver os problemas e projectar a região para novos patamares de desenvolvimento.
Indicou ainda que a situação na região seria “muito pior” se as três câmaras municipais do PAICV não tivessem apresentado uma agenda com uma “profunda sensibilidade social” e “vasto programa” para atacar os reais problemas da população.

Em relação à transferência para esses municípios, explicou que as autarquias têm recebido apenas o Fundo de Financiamento Municipal (FFM), mas que os contratos-programa e outras transferências “diminuíram significativamente”.

Inforpress/Fim

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